Quarta-feira, setembro 30, 2020

Segredos por trás do Estado de Emergência

Notícias de Angola – Segredos por trás do Estado de Emergência

A declaração do Estado de Emergência (EE) por parte do Presidente João Lourenço a menos de uma semana, foi aplaudido por muitos segmentos da sociedade, e faz todo sentido!

Mas numa altura em que se tinha menos de cinco casos, era no mínimo precoce tal avanço, mas foi o caminho escolhido. É, mais vale uma decisão errada que a ausência de decisão. Mas voltemos o nosso olhar para a declaração precoce do E.E, será apenas precaução? Que é válido, evitar que se chegue ao nível que outros países chegaram. Ou porque há coisas que as massas não dominam, mas que o Estado sabe?

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A minha perspectiva, e tem a importância que tem, é a de que há coisas que não sabemos. Inclusive partilhei com pessoas próximas no dia em que se cogitava a declaração do E.E que posteriormente veio a acontecer: -“…Ou há mais casos e até mortos, ou há gente possivelmente doente pelo país “, foi este comentário que fiz. Confesso que ainda agora espero estar errado, mas como fiz menção no texto “NÓS ABRIMOS A PORTA AO COVID 19”, as medidas primárias para evitar que o vírus entrasse no país foram demasiado brandas, e parece que a dada altura o Estado notou isso. Aliás, quando um dos primeiros mortos pela doença confirma-se ter entrado no país no dia 12 ou 13 de Março, quase 15 dias antes do EE, dá para ter noção da complicação da coisa: Quantas pessoas estiveram com ele? Como foi atendido?  Há um verdadeiro infinito de questões.

Quero estar errado, mas o faro politólogo não me deixa parar de pensar que este EE vem da noção por parte do Estado de que há gente provavelmente doente por todo país ou quase todo. Há segredos por trás dessa medida tão drástica.

A réstia de esperança vem do pouco aperto nestes primeiros dias do EE, o que pode denotar que a situação não seja tão grave, mas quando em sete morrem dois e por cima, só se sabe que morreu de COVID um dia depois de estar morto, a esperança perde para o cérebro que só já pensa na pouca capacidade do nosso sistema de saúde.

 Por: Ladislau Neves Francisco

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