Quinta-feira, outubro 29, 2020

PGR congela contas de Irene Neto e prepara detenção do esposo

Última Hora – PGR congela contas de Irene Neto e prepara detenção do esposo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola ordenou o congelamento de contas e apreensão de bens de Irene Neto, filha do primeiro presidente de Angola Agostinho Neto.

O Departamento Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP), órgão adstrito da Procuradoria-Geral da República ordenou, no inicio desta semana, o encerramento das contas bancarias em território nacional, em nome de Irene Alexandra da Silva Neto, arrolada nas investigações de alegados crime de branqueamento de capitais que tem como arguido o seu esposo Carlos Manuel de São Vicente.

Dirigente do Bureau Político do MPLA, Irene Alexandra da Silva Neto que tem passado mais tempo pela Inglaterra, foi ouvida há poucos dias pela Procuradoria-Geral da República no âmbito do processo contra o esposo, tendo o ministério público tomado a decisão de ordenar o congelamento, em Angola, das contas bancarias do casal como dos filhos Ivo Manuel Neto de São Vicente, Antônio Neto de São Vicente, e Felícia Neto de São Vicente.

A decisão está relacionada com a investigação de vários crimes no processo da seguradora AAA, da Sonangol, onde o marido de Irene Neto, o empresário Carlos São Vicente foi presidente.

Uma fonte judicial adiantou à Lusa que foram também enviadas cartas rogatórias a Portugal e ao Luxemburgo, solicitando a colaboração das autoridades judiciais nestas investigações.

Em 08 de setembro, a PGR decretou a apreensão de 49% das participações sociais da AAA Activos, no Standard Bank de Angola, sob gestão de São Vicente. Foram, igualmente, apreendidos três edifícios AAA e o do IRCA, na Avenida Lenine, na Nova Marginal, na Avenida 21 de Janeiro e na Rua Amílcar Cabral, em Luanda, também esses sob gestão de Carlos Manuel de São Vicente. Foi, ainda, apreendida a rede de hotéis IU e IKA, todos em Luanda.

O empresário foi ouvido e constituído arguido na quarta-feira por suspeita dos crimes de peculato, participação económica em negócio, tráfico de influência e branqueamento de capitais.

Sonangol, petrolífera estatal que esteve na génese da seguradora que deteve durante uma década o monopólio dos seguros das atividades petrolíferas em Angola, fez saber, através de um comunicado, que está a acompanhar este processo “com redobrada atenção”.

Numa entrevista hoje à MFM, a empresária Isabel dos Santos, filha do ex-presidente angolano, José Eduardo dos Santos, afirmou ter “irritado muita gente” quando decidiu cancelar vários contratos que considerou lesivos para a Sonangol por praticarem sobrefaturação.

Entre estes estavam os contratos de seguro firmados com a seguradora AAA.

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