O GRITO DE QUEM VIVE NO BAIRRO CASSEQUE MARÍTIMO EM BENGUELA

Notícias de Angola – O GRITO DE QUEM VIVE NO BAIRRO CASSEQUE MARÍTIMO EM BENGUELA

O Informativo Angolano acolheu o grito de socorro de uma cidadã, residente na Província de Benguela. A citadina descreve o horror da vida no bairro em Benguela. Um grito que efetivamente reflete a expressão da comunidade no Bairro Casseque Marítimo de Benguela. Na terra das Acácias Rubras, governada por Rui Falcão, a escuridão tem transformado o sonho de muitas famílias em pesadelo, os citadinos do Bairro Casseque Marítimo de Benguela têm a liberdade de circulação restrita ao por do sol, pois, a falta de corrente elétrica pública é um subterfúgio para as praticas criminais dos meliantes.

BAIRRO CASSEQUE MARÍTIMO
BAIRRO CASSEQUE MARÍTIMO

Ela contou ao informativo Angolano que: – “Somos do Gueto, mas seres humanos. Por favor! A falta de corrente elétrica é um problema constante, aos finais de semana passamos 24h do dia sem luz elétrica. Temos a conta da energia paga, mas a distribuição da rede elétrica por aqui é de lamentar. Gostaríamos que o Governo Local tomasse as medidas certas, para que nos socorra dos problemas que com a vontade de resolvê-los por parte de quem governa nos passam garantira dignidade na prestação de serviços elementares.

A falta de uma rede elétrica sustentável atrai problemas seriíssimos, vamos imaginar que da rede elétrica dependa a funcionalidade dos aparelhos hospitalares que destes dependem a sobrevivência de alguém? Por outra, é uma realidade evidente, os alimentos congeláveis adquiridos dignamente tornam-se perecíveis numa curta duração pelos cortes constantes na rede elétrica pública. Por consequência, da infuncionalidade dos aparelhos eletrodomésticos.

 

Este problema, é constante no gueto de Benguela, pois, no centro da cidade a vida é bela e boa, há sempre luz elétrica. Porém, não nós podemos mudar para lá porque a vida lá é cara. Se somos todos angolanos porque não temos todos as mesmas oportunidades, e porque não garantir o direito a igualdade entre a cidade e o gueto?

“Nós ligamos para os números do picket da rede elétrica, mas eles nem respondem as nossas ligações, foram mas de 100 chamadas não atendidas”

Entretanto, nos perguntamos se não nos respondem por ignorâncias, ou os números não funcionam. Mas, se fosse uma chamada para atender a uma emergência de um poste de rede elétrica ardendo em chama? Já tentamos reclamar varias vezes, mas as reclamações não foram atendidas, nem o que tem poder de decisão mostrou-se disponível para nos ouvir, muitos são ameaçados quando reclamam.

Por consequência, alguns se calam por causa do medo do “tiro” ou outras maldades que lhes possam acontecer. Vivemos para lá da democracia, aqui impera uma ditadura. Entendemos depois de quase 19 anos de paz, que os problemas com a falta de luz elétrica não tem acolhimento quando se justifica com o passado da Guerra, o saldo da paz teria de ser mostrar diferente do que é a realidade imposta por um governo que dá voz ao povo no momento da eleição e retira-lhe a voz no exercício do seu mandato. quando há corte de luz os problemas são transversais, para citar também a delinquência praticada na nossa comunidade escurecida”.

Aos problemas resultantes do corte da rede elétrica, o Estado nem se mostra disponível para indemnizar os danos resultantes deste acto, o que é ilegal, pois, com sacrifícios, num país aonde o emprego é difícil de tê-lo, as famílias adquirem os seus bens (electrodomésticos) e esperam que sejam duradoiros, mas com uma rede elétrica pública inconstante as expectativas são jogadas por terra. Entretanto, ainda há tempo para corrigir as reiteradas injustiças sociais ao nível da distribuição da corrente elétrica. Para evitar possíveis incidentes, sugerimos que o Serviço de Informação de Distribuição da Rede Elétrica no Bairro Casseque Marítimo de Benguela avisa-se sempre que houver cortes de duração prolongada, já que não é possível garantir uma rede elétrica sustentável que não provoque danos.

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