Lunda Sul lidera índice de gravidez precoce em Angola

Notícias de Angola – Província da Lunda Sul lidera índice de gravidez precoce em Angola

O Informativo Angolano soube que, atualmente a província regista 2 mil e 471 adolescentes grávidas, com idades compreendidas entre 14 a 18 anos, a província da Lunda Sul lidera a lista de gravidezes precoce a nível do país.

índice de gravidez precoce em Angola
índice de gravidez precoce em Angola

O facto foi manifestado hoje, no Luena, pelo chefe do departamento de Saúde Reprodutiva do Ministério da Saúde, Mansitambi Luz, no acto de abertura do ciclo das três palestras sobre gravidez precoce e abuso sexual.

A província da Huíla ocupa o segundo lugar com 2. 348 casos de gravidezes precoces registados em 2018, e o Moxico aparece em terceiro lugar na lista, com dois mil e 295 casos.

Para inverter o quadro, o prelector referiu que o governo está a trabalhar na mobilização das adolescentes no sentido de aderirem ao programa de planeamento familiar.

Aconselhou os chefes de famílias a manter um diálogo aberto e constante com as adolescentes, transmitindo boa educação, criticando o facto de em algumas famílias ainda persistir o tabu sobre a educação sexual, encorajando a abordagem da temática nas igrejas e escolas.

Já a directora de enfermagem da maternidade local, Teresa Isolina Pinto, informou que, em 2018, a unidade hospitalar registou uma redução de 313 gestantes, fruto das acções de aconselhamento promovidas pelo Gabinete Provincial da saúde. Em 2017, foram registadas 1.762 grávidas, sendo 1.155 menores de idade, das quais, 60 foram submetidas a cesarianas por várias causas.

Por seu turno, o chefe do departamento de crimes organizados do Ministério do Interior, Daniel António, que dissertou sobre abuso sexual a menores na vertente criminal, disse que a violência sexual pode ocorrer no âmbito familiar ou na relação entre pessoas que não possuem grão parentesco.

Apontou que, em 2018, o departamento de crimes organizados registou cinco processos crimes de abuso sexual, menos 14 em comparação com período homólogo de 2017, sendo quatro com autoria conhecida e um desconhecido. Como resultado foram detidos quatro indivíduos.

Destes actos criminosos, insistiu, apenas um processo segue em instrução preparatória, enquanto outros foram arquivados por mudança de residência dos lesados e a desistência de um caso.

Promovida pelo CIAM, a actividade conta com o apoio do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher e do Ministério da Comunicação Social.

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Fonte: Angop

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