Terça-feira, setembro 29, 2020

COVID-19: Igreja Universal não encerra templos em Angola e aumenta número reuniões

COVID-19: Igreja Universal não encerra templos em Angola e aumenta número reuniões

A Igreja Universal do Reino de Deus informa os cuidados que adotou mediante ao Decreto Legislativo Presidencial Provisório n 1/20 de 18 de Março.

Em todas as igrejas antes do início dos cultos religiosos, será disponibilizado água e sabão para higienização das mãos. Também quando possível, álcool em gel.

Dentro dos templos, as pessoas serão orientadas a sentarem-se distantes uma das outras, mantendo pelo menos uma cadeira vazia entre si, quando a estrutura física assim o permitir.

Serão evitadas orações com imposição de mãos.

Será aumentado o número de reuniões para se respeitar a limitação de até 200 pessoas em eventos públicos, apartir dessa quinta-feira dia 19 de março, para os horários de 6:00, 7:00, 8:00, 9:00, 10:00, 11:00, 12:00, 13:00, 14:00, 15:00, 16:00, 17:00, 18:00 e 19:00hs durante os dias da semana, aos sábados e domingos às 6:00, 7:00, 8:00, 9:00, 10:00, 11:00, 12:00, 13:00, 14:00,15:00, 16:00, 17:00 e às 18:00hs.

A Igreja Universal estará aberta e funcionando, observando todas as determinações de prevenção.
Gabinete de Comunicação Institucional Igreja Universal do Reino de Deus.

Covid-19: sobre a possibilidade de contágio nas Igrejas

Acabamos de ver um comunicado da Igreja Universal na TV Zimbo, que dá conta de aumento de cultos em todas as instalações da Igreja Universal em Angola, de forma a reduzir, segundo o comunicado, o número de fiéis (200) nos cultos.

Ao contrário dos Bispos Católicos de Angola da CEAST, que preferiram seguir a mesma medida do Ministério da Educação e do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, suspendendo todas as actividades que envolvem concentração de pessoas, por um período de 15 dias, prorrogável, a Igreja Universal tomou uma decisão de aumentar mais cultos, em vez de suspender ou diminuir aglomerados, com o pretexto de possibilitar aos fiéis estarem concentrados em cultos com menos de 200 pessoas.

A nossa pergunta é: quem vai fazer a contagem das pessoas, para se verificar que num eventual culto da Igreja Universal tem menos de 200 pessoas?

199 pessoas num culto significa o quê para o coronavírus?

Será que se alguém tiver a Covid-19 não consegue transmitir o vírus num meio de 199 pessoas? É esta a lógica?

Do nosso ponto de vista, seria o Executivo a tomar uma decisão expressa em relação aos aglomerados nas Igrejas – pelo Ministério da Cultura, que tem a missão de legalizar as Igrejas, por exemplo.

É importante sublinhar aqui que, nas Igrejas, o contacto entre pessoas é quase inevitável, por várias razões conhecidas, o que coloca qualquer cidadão que a frequenta numa situação extremamente vulnerável de contágio, se houver algum crente que tenha a Covid-19.

Os cidadãos angolanos, de Cabinda ao Cunene, não deviam depender de medidas individuais das Igrejas.

Não pode ser normal que a Igreja Universal venha dizer publicamente que vai aumentar os cultos para haver menos de 200 pessoas numa sala.

A Igreja Universal devia suspender todos os seus aglomerados e esta decisão tinha de partir do Executivo. Não devia depender de uma vontade individual de nenhuma Igreja.

Com este ritmo, teremos paralisação das aulas para que todas as pessoas possam ir aos diversos cultos da Igreja Universal, uma vez que agora há cultos em todas as horas do dia. É completamente um absurdo.

Mas a culpa não é da Igreja Universal. A culpa é do Executivo que não está a fazer o seu papel, tendo uma comunicação institucional ineficaz, neste aspecto, o que está a impedir o garante do bem maior dos cidadãos angolanos e não só: a vida. O Executivo precisa de alterar isso rapidamente.

C/ Carlos Alberto (on facebook)
20.03.2020

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