Domingo, agosto 9, 2020

Brasil: 84 é o número atual de mortos em rutura de barragem em Brumadinho

O Informativo Angolano soube que, 84 é o número atual de mortos em rutura de barragem em Brumadinho no Estado de Minas Gerais ( Brasil ). No quinto dia de buscas, nenhuma vítima foi encontrada com vida, afirmou o porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara.

84 é o número atual de mortos em rutura de barragemTragédia Brasil – Informativo Angolano

A Defesa Civil de Minas Gerais, no Brasil, informou hoje que há 84 mortos e 276 desaparecidos resultantes da rutura, na sexta-feira, de uma barragem da empresa mineira Vale, em Brumadinho.

No quinto dia de buscas, nenhuma vítima foi encontrada com vida, afirmou o porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara, à imprensa brasileira.

” [Nos próximos dias] A possibilidade de encontrar pessoas com vida é muito pequena”, frisou Pedro Aihara, acrescentando que os corpos encontrados hoje estavam na zona do refeitório da empresa e dentro de um autocarro soterrado.

Segundo a Vale, no momento da rutura da barragem estariam cerca de 600 funcionário no refeitório.

Em conferência de imprensa, o presidente da mineira Vale, Fabio Schvartsman, afirmou que irá encerrar todas as barragens semelhantes às que romperam recentemente, como a de Brumadinho e de Mariana.

De acordo com Fabio Schvartsman, citado pela plataforma de notícias G1, apesar de auditorias recentes dizerem que todas as estruturas da empresa estão em perfeitas condições, a empresa decidiu ser prudente e encerrar as barragens: “Resolvemos não aceitar apenas esses pareceres e decidimos agir de outra maneira”, disse.

“Os projetos estão prontos e serão enviados aos órgãos responsáveis nos próximos 45 dias e após a concessão das licenças ambientes iniciaremos imediatamente o processo para que todas sejam descomissionadas”, afirmou o presidente da companhia, informando que os cinco mil trabalhadores dessas barragens deverão ser integrados pela Vale noutros polos.

O dirigente frisou ainda que, com o encerramento das estruturas, a Vale, uma das maiores exportadoras de ferro do mundo, vai deixar de produzir anualmente 40 milhões de toneladas de minério de ferro.

“É um esforço inédito de uma empresa de mineração no sentido de dar resposta cabal à altura da enorme tragédia que tivemos em Brumadinho”, disse Schvartsman à imprensa brasileira.

Na sexta-feira, a rutura da barragem da empresa de mineração Vale no município de Brumadinho, na região metropolitana da cidade brasileira de Belo Horizonte, causou uma avalanche de lama e de resíduos minerais que soterrou parte das instalações da empresa e casas de moradores que viviam na área onde o desastre aconteceu.

A empresa já esteve envolvida há três anos noutro acidente semelhante, ocorrido numa das minas da sua subsidiária Samarco no estado de Minas Gerais, na cidade de Mariana, na qual morreram 19 pessoas.

No dia 26, um autocarro com vítimas mortais foi encontrado na região em que ocorreu a rutura da barragem, sendo que eram todos funcionários da empresa Vale, informou o porta-voz do Corpo de Bombeiros.

“Como é um local de difícil acesso e precisamos de máquinas especiais para aceder a essa estrutura e retirar as vítimas, ainda não fechamos o número de óbitos. Mas o número de vítimas mortais (resultantes do rompimento da barragem) irá aumentar”, frisou o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros, à imprensa brasileira naquele mesmo dia.

Antes de ter sido encontrado este autocarro, o número de mortes confirmadas era de nove.

A empresa mineira Vale, detentora da barragem que rompeu em Brumadinho, divulgou uma lista com 412 nomes de funcionários que estão desaparecidos desde o momento em que a estrutura cedeu.

A companhia lamentou o sucedido e declarou que “a prioridade máxima da empresa, neste momento, é apoiar nos resgates para ajudar a preservar e proteger a vida de empregados e das comunidades locais”.

Leia mais sobre o conteúdo: Brasil: Pelo menos 7 mortos e centenas de desaparecidos após o desabamento de uma barragem

Fonte: Lusa

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