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Apertos nos autocarros do Lubango causam desmaios

Notícias de Angola – Apertos nos autocarros do Lubango causam desmaios

Os serviços de transportes públicos no Lubango existem há cerca de quatro anos, as enchentes que os autocarros registam principalmente nas chamadas horas de ponta são causa de grande preocupação.

Mauro Bravo é funcionário público e disse que as autoridades “têm que melhorar primeiro na quantidade dos transportes e em segundo na qualidade dos mesmos”.

“Nós vemos que os autocarros são maltratados em menos de cinco meses, estão todos acabados, outros avariados”, disse.

Isabel Zonza e Isabel Vasco são estudantes e contaram as situações desagradáveis que têm de passar para aceder aos transportes públicos.

“Para além de andar de pé, as pessoas andam muito apertadas e sufocadas. Na semana passada duas meninas desmaiaram no autocarro e isso está muito mal”, disse Isabel Zonza.

“São desumanos, eles apertam mesmo, não pode ter nenhum espaço livre e é meio complicado” disse a sua colega que acrescentou que os funcionários dos autocarros “dizem não, isso é público então todo o mundo tem que entrar nessas coisas”.

Para ela seria “importante se o governo olhasse para isto porque é muito sofrimento”.

A alternativa aos transportes públicos são os taxistas que há muito cobrem o défice nesta área, um sector que de acordo com o coordenador provincial da associação nacional dos taxistas de Angola (ANATA) na Huíla, Benedito Nonato, às vezes se assume como a primeira opção.

“Reparamos que quando os táxis ficam parados há uma dificuldade enorme, daí a importância de tudo quanto são transportes para a atividade de taxi, disse.

O sociólogo Manuel Gaspar olha para a gravidade do défice de autocarros face à demanda para alertar o governo a investir mais neste segmento, afirmando que as autoridades “não têm noção do que se passa dentro daqueles autocarros”.

“O que estamos a viver são consequências da má gestão”, disse.

O governo da Huíla reconhece a necessidade do aumento de mais autocarros.

Neste momento apenas 49 dos 64 autocarros estão operacionais, numa altura em que a província regista o pico de procura, conforme disse a diretora dos Transportes, Tráfego e Mobilidade Urbana da Huíla, Gracinda Gonçalves.

“ Esta é a fase alta da época em que os estudantes vão às escolas e a necessidade de mobilidade é grande”, disse.

Para atenuar a crise dos transportes, sobretudo entre os estudantes do ensino público, da iniciação à nona classe, foram lançados recentemente em Luanda e Huíla os chamados passes sociais de acesso aos transportes públicos, através da Empresa Nacional de Bilhética Integrada (ENBI).

VOA

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