Angola entre os países africanos onde o preço da alimentação sobe mais depressa

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Urgente – Angola entre os países africanos onde o preço da alimentação sobe mais depressa

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que o aumento dos preços da alimentação na África subsaariana está a acelerar mais depressa do que o resto dos outros componentes, nomeadamente em Angola, onde os preços dos alimentos subiram 30%.

“A inflação está a subir em todo o mundo; na África subsaariana, um componente está a potenciar a tendência mais do que os outros: os preços dos alimentos”, escreve o FMI num blog assinado pelo economista sénior Seung Mo Choi, do Departamento Africano do Fundo, citado pelo Jornal Mercado.

Segundo o mesmo responsável, “a inflação dos bens alimentares subiu durante 2019, em média, em 25 países na região, e depois de se ter mantido estável nos 7 a 8% desde o início da pandemia, começou a subir outra vez em Abril para chegar a 10% em Outubro”.

“À escala global, o recente aumento na inflação da comida é atribuído ao crescimento dos preços do petróleo, secas e restrições às exportações, para além de armazenamento nalguns países; para além disso, as medidas de confinamento perturbaram a produção e a importação de sementes e fertilizantes”, escreveu Seung Mo Choi, apontando: “Há diversidade entre a subida da inflação na região, no Chade a inflação dos alimentos é perto de zero, enquanto em Angola está em cerca de 30%”.

Isto sugere, vincou, que “factores internos como o tempo e as taxas de câmbio contribuem de forma importante para a inflação alimentar nos países da África subsaariana”.

Os preços dos alimentos está a crescer mais depressa e a contribuir para a inflação geral na região, “que chegou a cerca de 8% em Outubro, face aos cerca de 5% em 2019”.

O preço mais alto dos alimentos “pode piorar a situação para os países que já enfrentam insegurança alimentar e escassez de alimentos com um impacto desproporcional nos rendimentos das famílias”, escreveu o economista, salientando que “o número de pessoas mal nutridas na região deverá ter aumentado 20% em 2020, abarcando 264 milhões de pessoas”.

Combater a insegurança alimentar através de assistência social direccionada e seguros pode ajudar as populações a lidarem” com a subida dos preços, escreveu ainda o economista, concluindo: “Evitar as barreiras alfandegárias e melhorar o acesso a financiamento, sementes, insecticidas, fertilizantes, medidas contra a erosão e irrigação também são importantes”.

Correio Kianda

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