Sexta-feira, 10 de Abril de 2026

14 de Abril de 2020 · 2 min de leitura

Restaurante do McDonald’s na China proíbe entrada de africanos devido ao covid-19

Restaurante do McDonald’s na China
(FILES) This file photo taken on March 2, 2018 shows people walking in the "Little Africa" district in Guangzhou, the capital of southern China's Guangdong province. - Africans in southern China's largest city say they have become targets of suspicion and subjected to forced evictions, arbitrary quarantines and mass coronavirus testing as the country steps up its fight against imported infections. (Photo by Fred DUFOUR / AFP) / TO GO WITH AFP STORY HEALTH-VIRUS-RACISM, FOCUS BY LAURIE CHEN
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Notícias de Angola – Restaurante do McDonald’s na China proíbe entrada de africanos devido ao covid-19

Um video que circula nas redes sociais causou indignação ao mostrar um aviso que estava sendo exibido em um restaurante da rede McDonald’s na cidade de Guangzhou, na China, o qual dizia que “os africanos não estavam autorizadas a entrar no restaurante” devido ao novo coronavírus.

Nesta cidade do sul da China, africanos estão sendo discriminados por terem sido associados a casos de Covid-19, segundo relatos da imprensa internacional e das autoridades de países africanos.

Alguns foram despejados de suas casas e sequer conseguiram um quarto de hotel para dormir. A tensão racial colocou a China em uma situação diplomática delicada com vários países da África.

Segundo a BBC e a AFP, o McDonald’s na China pediu desculpas e disse que fechou a unidade temporariamente. A proibição da entrada de pessoas negras no estabelecimento “não é representativa de nossos
valores de inclusão”, alegou a empresa. “Como parte do fechamento temporário deste restaurante, aproveitaremos a oportunidade para educar gerentes e funcionários sobre nossos valores, o que inclui servir a todos os membros das comunidades em que operamos”, diz a nota do McDonald’s na China, que pertence majoritariamente a três empresas chinesas desde 2017.

No sábado 11, a Embaixada dos Estados Unidos na China alertou que “a polícia [chinesa] ordenou que bares e restaurantes não atendessem clientes que parecem ser de origem africana” e que as autoridades locais
estariam obrigando a realização de testes para Covid-19 e autoisolamento para qualquer pessoa com contatos africanos”.

Os EUA disseram também, em uma declaração intitulada “Discriminação contra
afro-americanos em Guangzhou” , que “afro-americanos relataram que algumas empresas e hotéis se recusam a fazer negócios com eles”.

Mais de 13 mil africanos vivem em Guangzhou, mas menos da metade permaneceu lá depois que a epidemia de coronavírus teve início, segundo autoridades da cidade. Entre os que caram, cerca de 4.600 foram testados para o coronavírus depois que cinco nigerianos ligados a um restaurante de Guangzhou foram diagnosticados com a doença.

Deste total, 111 testaram positivo para novo coronavírus

C/ GP

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