Após 5 anos: PGR prepara documentos para avançar contra Manuel Vicente

Manuel Vicente

Notícias de Angola – Após 5 anos: PGR prepara documentos para avançar contra Manuel Vicente

A imunidade de Manuel Domingos Vicente, enquanto ex-vice-Presidente da República termina em Setembro próximo. A de deputado termina com a presente legislatura. A expectativa é enorme dentro e fora do país.

O que se seguirá? Será desta que o homem considerado como o “rei” da corrupção e branqueamento de capitais roubados ao Estado angolano, principalmente através do petróleo, vai enfrentar as barras do Tribunal?

Apesar de Manuel Vicente ser considerado como o maior “mafioso” angolano, no âmbito do combate à corrupção, branqueamento de capitais e conexos, nunca foi chamado para depôr e pouco ou nada tem vindo a público sobre a sua real condição judicial.

Pelo que se tem justificado, o antigo PCA da Sonangol e ex-vice-Presidente da República, beneficia de imunidade por cinco anos pelo cargo governamental que desempenhou e, enquanto deputado à Assembleia Nacional, também também goza de imunidade como tal.

Nesta condição, as autoridades nada podem fazer até Setembro de 2022, altura em que as referidas prerrogativas vão cessar. É assim que ao longo dos cinco anos de mandato do Presidente João Lourenço, em que reiteradamente se propalou o “combate à corrupção”, nunca a Procuradoria-Geral da República (PGR) disse algo acerca do assunto, salvo a alegação sobre uma suposta investigação às actividades de Manuel Vicente.

Na altura, o procurador-geral da República, Hélder Pitta Grós, admitiu que a investigação criminal ao ex-vice-Presidente da República, Manuel Vicente, “não avança(va) enquanto tiver direito a imunidade, que termina cinco anos após o fim do mandato em que exerceu o cargo”.

Cinco anos em que não poderão responder pelos actos praticados e, portanto, vamos esperar que os cinco anos decorram para daí podermos tirar ilações se a Justiça está, ou não, a mando do senhor Manuel Vicente e em que termos”, acrescentando que “tudo é possível” após os cinco anos. O Procurador-geral esclareceu ainda que, até lá, “as investigações podem decorrer normalmente e serem extraídas cópias de tudo o que estiver a ser feito para que não atrapalhe ou crie obstáculos ao funcionamento normal da investigação”.

Contudo, ironizando, disse ainda que a Justiça em Angola é “selectiva porque só age contra aqueles que cometeram actos ilícitos penais, mas actua sobre todos”. “Engenharias” de um grande golpista Enquanto isso, recorde-se que Manuel Vicente, ao longo dos tempos, tem sido acusado de ser o principal actor dos maiores esquemas de corrupção que aconteceram em Angola e o embusteiro que mais se aproveitou do erário público para enriquecer.

Enquanto chefe da Sonangol criou empresas e consórcios por todo mundo que, além de servir para o desvio de enormes carregamentos de petróleo bruto, branqueou o capital obtido ilicitamente no país e, como se não bastasse, as ditas empresas ainda “assinavam” contratos com a petrolífera angolana para fictícias consultorias, assessoria técnica e prestação de serviços vários, entre muitos outros esquemas.

C/ Na Mira do Crime

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