Sábado, dezembro 5, 2020

A Nova Era dos Negócios – Sanção Manuel

A Nova Era dos Negócios – Sanção Manuel

A rápida transformação do contexto empresarial em ambiente de COVID-19, exige a redifinição das estratégias de um dos principais agentes económicos – as empresas. Tendo como objectivo fundamental assegurar a sua continuidade diante dos desafios que se apresentam. Dentre os vários desafios, constam das prioridades o ajustamento dos modelos de negócios, capazes de absorver os efeitos da pandemia e transforma-los em oportunidades.

O modelo de negócio é um instrumento fundamental da organização, para a disponibilização do racional do processo de criação de valor, sendo este, uma peça chave para os que lidam com desenvolvimento de negócios.

Quer queiramos, quer não, hoje mais do que nunca assiste-se à uma grande pressão sobre as áreas e profissionais que trabalham em desenvolvimento de negócios (Business Development). Tal pressão reside na necessidade de se introduzir nos modelos de negócios existentes, componentes que atendam às limitações de movimento dos clientes e a migração destes para espaços virtuais. Refiro-me concretamente da introdução da propalada transformação digital, que consiga revolucionar a organização e aproximar as iniciativas de negócio aos clientes que agora vão migrando para os referidos espaços.

Neste âmbito, por mais que o modelo de negócios responda às variáveis tradicionais, como às do modelo de Canvas, por exemplo, a transformação digital deve estar associada, para que responda às necessidades do contexto, com vista a colmatar as falhas de mercado provocadas pela pandemia.

O aumento significativo das plataformas de E-commerce, das lojas virtuais, do ensino online e do teletrabalho, nos ilucidam bem sobre que modelos de negócios deverão subsistir com estas constantes mutações no ambiente de negócio.

Em Angola, um dos grandes desafios prende-se com a integração das bases de dados, para melhor conhecimento dos intervenientes da cadeia, nomeadamente, consumidores, fornecedores e outros operadores.

Mas a par da componente lucrativa dos negócios, urge a necessidade de trazer à tona a questão da soliedariedade das organizações por via da responsabilidade social. Neste quesito, uma das iniciativas que as empresas podem adoptar, é a disponibilização de sinal de internet para às populações ao seu redor, e assim, assegurar que estas tenham acesso  à vários serviços sem sair das suas residências.

Quanto aos governos, estes são chamados a criarem condições de acesso de novos operadores de telecomunicações, licenciamento cêlere, regulação do mercado e ajustamento dos tarifários de internet, que permitam a geração de modelos de negócios inteligentes e tecnologicamente evoluidos para que os consumidores que agora encontram alternativa de vida em espaços virtuais, com o encerramento dos principais mercados, possam ver as suas necessidades satisfeitas por via de projectos empresariais que incluam esta abordagem.

Sanção Manuel – Licenciado em Contabilidade e Auditoria, Mestre em Gestão de Negócios.

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