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23 de Maio de 2019 · 4 min de leitura

OGE 2019 revisto aprovado na generalidade com o preço do petróleo fixado em 55 dólares

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O Informativo Angolano soube que, a Assembleia Nacional aprovou, na generalidade, a proposta de Orçamento Geral do Estado (OGE) 2019 com 118 votos a favor, 28 contra (UNITA) e 13 abstenções da Coligação CASA-CE, FNLA e PRS.

 

O documento, apresentado pelo ministro das Finanças, Archer Mangueira, foi aprovado com despesas e receitas fixadas em 10.400.865.675.100.00 de kwanzas, representando uma redução de 8,40 por cento em relação ao orçamento anteriormente aprovado, contra os 11.355.138.688.790.00 inicialmente aprovados.

OGE 2019 revisto aprovado na generalidade com o preço do petróleo fixado em 55 dólares

Sem défice orçamental, e a privilegiar o sector social com 33.5 por cento da despesa total, a proposta do OGE foi revista com uma referência do preço do petróleo em USD 55 o barril.

De acordo com o Relatório Parecer Conjunto, aprovado pelas comissões especializadas do Parlamento, o OGE revisto pretende viabilizar a concretização dos objectivos macroeconómicos e de políticas de desenvolvimento do Executivo, a alcançar em 2019, no âmbito do definido no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2019.

Na sua declaração política, a UNITA, o maior partido da oposição, defende que a proposta de revisão do OGE 2019 não define, de modo explícito, qualquer objectivo de política económica ou social para a melhoria dos indicadores de pobreza absoluta e de pobreza relativa.

“Seria de todo recomendável que a proposta do orçamento indicasse a quantificação do impacto da despesa pública sobre os índices da qualidade de vida da população, em relação aos aspectos fundamentais como alimentação, habitação, saúde, educação e combate estrutural à seca no sul de Angola”, observou Adalberto da Costa Júnior.

O líder do grupo parlamentar da UNITA manifestou indignação pelo facto de na proposta do OGE revisto não constar quaisquer recursos provenientes do repatriamento de capitais.

Já a CASA-CE entende que a proposta continua a ser de transição.

“Há semelhança aos dois últimos orçamentos aprovados, não vemos, nesta proposta, a adopção de qualquer opção que nos leve a compreender a via pela qual o Executivo pretende resolver os problemas económicos e financeiros que afectam o país”, vincou André Mendes de Carvalho, presidente do grupo parlamentar da coligação.

O representante da FNLA, Lucas Ngonda, notou que o petróleo tem sido o berço de todas as ilusões do país, às quais se está a pagar caro, nos últimos anos.

Segundo o deputado, os problemas que têm sido levantados na “casa das leis” são sempre os mesmos, relacionados com um sistema pouco eficaz de saúde e educação.

Unidade e coesão superam dificuldades – MPLA

Em resposta às inquietações da oposição, o presidente do grupo parlamentar do MPLA, Américo Cuononoca, considerou importante manter a unidade e a coesão, buscando a força interior e o engajamento de todos, para superar as dificuldades que o país atravessa. “É uma fase difícil, que, acreditamos, passará”.

Segundo o político, o funcionamento do mercado, do maior produto de importação, não depende apenas das condições de oferta e de procura, mas também de factores como o clima, redução da produção, sanções económicas e os conflitos de mercado entre produtores, exportadores, importadores e consumidores.

O presidente do grupo parlamentar do MPLA reconheceu que a alteração do preço do barril do petróleo no mercado internacional terá impacto, quer no desenvolvimento dos processos económicos e políticos quer na vida de todos os cidadãos.

“Encontraremos dificuldades, mas a sabedoria estará em termos a capacidade de manter o rumo, aprender e adaptarmo-nos às exigências com racionalidade, sem prejudicar a paz, a reconciliação nacional e a segurança numa democracia plural”, observou.

Disse ser necessário dinamizar um aumento sustentado das receitas fora do sector petrolífero e a busca de uma melhoria qualitativa da despesa para o bem da manutenção dos serviços essenciais às populações, reduzindo subsídios e gastos supérfluos.

A proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) 2019 revisto segue agora para a discussão na especialidade.

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