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Investigação ambiental preliminar detecta concentrações elevadas de fezes na Baía de Luanda

Estudo foi feito pela EcoAngola e pelos Guardiões da Costa Mwangolé, na sequência da alteração anormal da coloração da água da Baía de Luanda e do aparecimento de peixes mortos, observados a 25 de Setembro passado. Apesar dos resultados da pesquisa independente, as duas organizações admitem “limitações analíticas” que exigem a confirmação dos resultados através de “novas análises num laboratório acreditado segundo a norma ISO/IEC 17025:2017”.
A investigação ambiental da EcoAngola e dos Guardiões da Costa Mwangolé, na sequência da alteração anormal da coloração da água da Baía de Luanda e do aparecimento de peixes mortos, observados a 25 de Setembro passado, identificou “concentrações elevadas de coliformes fecais em três dos quatro pontos analisados” na Baía de Luanda.
Os resultados das análises demonstraram que alguns parâmetros, nomeadamente a temperatura, a salinidade, o pH (potencial de hidrogénio) e o oxigénio dissolvido, apresentavam valores compatíveis com as características esperadas para águas marinhas costeiras. Contudo, de acordo com a investigação, “foram identificados indicadores preocupantes de poluição” O estudo alerta que a contaminação microbiológica constitui uma preocupação ambiental e de saúde pública, especialmente em áreas utilizadas para actividades recreativas, piscatórias ou outras formas de contacto directo com a água.
As análises detectaram, igualmente, concentrações elevadas de nitritos, bem como de fosfatos em determinados locais.


