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Segunda-feira, 13 de Abril de 2026

18 de Junho de 2020 · 2 min de leitura

Efectivo da Polícia Nacional dispara contra sua própria cabeça por não ser promovido há 34 anos

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Notícias de Angola – Efectivo da Polícia Nacional dispara contra sua própria cabeça por não ser promovido há 34 anos

Reis Miguel Mariango, 54 anos de idade, é efectivo da Polícia Nacional colocado na Direcção de Informação Policial do Comando Provincial de Luanda, com a patente de 3º Subchefe, que ostenta há 34 anos, foi encontrado “inconsciente” na sua residência após tentativa de suicídio.

O facto ocorreu no dia 26 de Abril último, quando o polícia em causa viu o seu pedido de promoção remetido ao gabinete do Comandante Geral da Polícia, Paulo de Almeida, negado mais uma vez, e em forma de protesto, este se trancou na sua residência, localizada no Distrito Urbano dos Mulenvos de Baixo, município de Cacuaco.

Segundo apurou O Decreto, Reis Miguel Mariango usou a sua pistola de marca Star, efetuando um disparo da região do queixo, causando-lhe ferimentos graves nos maxilares inferiores e superiores.

Ouvindo o disparo, um dos familiares correu ao quarto, socorrendo assim o policial, que de seguida foi levado ao Hospital Militar Central, onde está a receber o tratamento médico.

Fonte familiar realça que, a saúde do oficial da corporação, Reis Miguel Mariango inspira cuidados, pois, de acordo com a fonte o mesmo “está entre a vida e a morte”.

A fonte deste jornal revela que, o mesmo (polícia que tentou o suicídio) fez um manuscrito, onde descreve as causas da tentativa de suicídio, argumentando estar cansado de ver todo mundo a ser promovido e ele não.

No manuscrito onde relata as causas que o levariam a cometer tal suicídio, lamenta que, muitas destas pessoas que são promovidas todos os anos foram recebidas e formadas por si, que agora ostentam patentes de oficiais superiores e outros subalternos, quando o mesmo continua a ostentar a mesma patente (3° Subchefe) há 34 anos.

Lembrou que, já escreveu vezes sem contas ao Comandante Geral da Polícia Nacional, mas sempre viu o seu pedido negado, sentindo-se humilhado, pelo que resolveu colocar fim a sua própria vida.

O Decreto

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