Produção de estatística em Angola custa 2,3 mil milhões de Kz

Notícias de Angola – Produção de estatística em Angola custa 2,3 mil milhões de Kz

O Informativo Angolano soube que, o Governo angolano incrementou 1,29 mil milhões de kwanzas para 2,3 mil milhões, a fim de reforçar a capacidade de produção de estatística.

No Orçamento Geral do Estado de 2018, o Instituto Nacional de Estatística (INE) beneficiou de 1,296 mil milhões de kwanzas (3,8 milhões de dólares) e para o ano em curso prevê gastar 1,581 mil milhões de kwanzas (4,6 milhões de dólares).

Produção de estatística em Angola custa 2,3 mil milhões de Kz

O valor atribuído ao INE, para cobrir as despesas correntes, é adicionado aos 766 milhões de kwanzas (2,2 milhões de dólares) para a difusão da informação estatística (kz 14,6 milhões), a edição e publicação de documentos (kz 26,7 milhões), produção das Contas Nacionais (14,9 milhões), assim como a produção de estatísticas demográficas e sociais (14,6 milhões) e a de Estatísticas Económicas e Financeiras.

Para o reforço da capacidade de produção de estatística (uma rubrica que consta no orçamento do Ministério da Economia e Planeamento), alocou-se 675,2 milhões de kwanzas.

Com um orçamento de 25 milhões de dólares, o Recenseamento Agro-Pecuário e Pescas (RAPP) vai permitir conhecer a estrutura do sector agro-pecuário, designadamente o número de unidades de agro-pecuária, distribuição espacial, tipo de propriedade, uso e aproveitamento da terra, posse e uso de meios de produção e tecnologia empregue a nível nacional.

Cálculo das estimativas

O Ministério da Economia e Planeamento (MEP) faz previsões do Produto Interno Bruto (PIB) na óptica da produção, que é a previsão da capacidade de Angola produzir dentro de um determinado período (ocorrência futura).

Os inquéritos são levados a cabo pelo INE, para aferir e contabilizar a produção efectiva em determinado ano (ocorrência passada). Em termos práticos, o Ministério estima o acontecimento para determinado período, enquanto o INE verifica o acontecimento para o mesmo período, revela Rui Simões, director Nacional de Estudos e Estatística do Ministério da Economia e Planeamento.

O método matemático utilizado para determinar um plano é o que internacionalmente é aplicado segundo as melhores práticas, e baseada em fundamentos técnicos e académicos, ou seja, é a fixação de variáveis correntes (conhecidas) e variáveis de imputes (estimadas sectorialmente: sector real, fiscal, cambial e monetário) que são encadeadas numa relação casual.

“Em termos práticos é: o que sabemos, o que estimamos com base na realidade actual e a relação entre as duas levar-nos-á a um produto: o PIB)”, disse, para quem, a metodologia é assente no Sistema de Contas Nacionais do Fundo Monetário Internacional (FMI) de 2008 (guia de melhores práticas seguido internacionalmente).

O Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e Banco Mundial (BM) são parceiros com os quais o Governo angolano e as suas instituições têm cooperado de modo intensivo, tanto é assim que Angola estabeleceu com o FMI um Acordo Alargado de Financiamento (Extended Fund Facility).

“A apresentação das taxas de crescimento do PIB não era regular e criou-se internamente a cultura de consulta de dados internacionais, sendo que é expectável que leve algum tempo para desenvolver a cultura de consulta dos dados de entidades credenciadas no nosso país”, afirmou Rui Simões.

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