Médicos angolanos exigem aumento de 730 mil, mas Estado só quer dar 16 mil kwanzas

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Notícias de Angola – Médicos angolanos exigem aumento de 730 mil, mas Estado só quer dar 16 mil kwanzas

Sindicato dos médicos culpa Governo pela manutenção da greve. Médicos angolanos querem salários de até dois milhões de kwanzas, mas o Executivo não quer aumentar mais de 16 mil kwanzas sobre os actuais 270 mil kwanzas de salário-base.

O subsídio das horas extraordinárias depende muito das horas de banco. São 300 mil kwanzas por cada 192 horas. “Mas isso ainda não está a valer. Essas horas acrescidas são justas para quem se encontra no município. As horas acrescidas praticamente são uma violência. É desumano. Temos médicos com mais de 60 anos a fazer bancos só para ver um salário digno no final do mês. Temos médicos doentes e grávidas a fazerem isso. Até posso ficar esse tempo todo nos hospitais. Mas estarei a fazer um bom trabalho? Eu, por exemplo, estou há seis meses sem receber este valor e não é um valor que se possa confiar. É como se fosse um bónus. Mas não é. É um trabalho”, explica uma médica.

O Valor Económico contactou o Ministério da Saúde, que, no entanto, não quis prestar mais informações ou mais explicações, além daquelas que o Governo já tinha dado na última conferência em que participaram as ministras da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Dias, e da Saúde, Sílvia Lutucuta.

Neste evento, bastante criticado pelos médicos, o Governo comunicou a suspensão dos salários dos médicos grevistas. Ainda anunciou ter “cumprido com os pontos do caderno reivindicativo” e garantiu “não cruzar os braços” porque “meia dúzia de médicos entendeu paralisar”.

Depois desta medida, alguns médicos foram impedidos de entrar nos hospitais para prestar serviços mínimos.

C/ Lil Pasta News

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