Quinta-feira, outubro 1, 2020

Isabel dos Santos nega que a Justiça angolana desconheça o seu paradeiro

Notícias de Angola – Isabel dos Santos nega que a Justiça angolana desconheça o seu paradeiro

A empresária Isabel dos Santos negou hoje que as autoridades angolanas desconheçam o seu paradeiro ou que não a consigam contactar, afirmando que “está e sempre esteve disponível a colaborar com a justiça e prestar todos os esclarecimentos”. Lê-se em comunicado.

É falsa a afirmação que a Justiça angolana desconheça o meu paradeiro e que não me possa contactar.

Em resposta às declarações proferidas pelo Procurador-Geral da República de Angola, venho informar e esclarecer que, desde janeiro de 2020, constituí advogados mandatados em Angola e Portugal, com procurações forenses apresentadas e aceites pelas Justiças, bem como me fiz presente em todos os autos e processos de cuja existência tive conhecimento (por diligência minha), tanto na justiça de Portugal como na de Angola.

Os advogados que me representam encontram-se mandatados conforme manda a lei, têm praticado vários actos sucessivamente nos processos e estão em contacto com a Procuradoria-Geral de Angola, com o Tribunal de Luanda e com as Justiças de Portugal, pelo que desminto a afirmação de que não é conhecido o meu paradeiro ou que eu não esteja contactável. É falsa a afirmação de que a Justiça angolana desconhece o meu paradeiro e que não me possa contactar. Recentemente, e a título de exemplo, em 30 de maio e a 6 de junho de 2020 fui notificada pelo Tribunal de Luanda e recebi Despachos-Sentença, tendo apresentado recursos.

Mais: tenho participado regularmente em actos societários e reuniões diversas como aconteceu recentemente na Assembleia Geral do EuroBic realizada no passado mês de abril, tal como em outras convocatórias.

Assim é um sofisma inaceitável esta afirmação do senhor PGR de Angola e só pode querer desejar criar um quadro artificial de justificação para emissão de mandato internacional de detenção para ver se agora me calam. De facto, a minha liberdade de expressão parece estar a incomodar politicamente e por isso desejam calar-me política e socialmente a todo o custo.

A descoberta e reposição da verdade neste processo é do meu maior interesse, pois sou, além dos meus colaboradores e suas famílias, a pessoa mais afetada com esta situação de injustiça fruto de uma perseguição política. O que pretendo ver resolvido o mais rapidamente possível são estes ataques à minha reputação e ao meu bom nome, como empresária e empreendedora africana, pelo que estou disponível, como sempre estive, a colaborar com a Justiça e a prestar todos os esclarecimentos necessários para que prevaleça a verdade.

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