Domingo, agosto 9, 2020

Isabel dos Santos diz que Unitel deve a Vidatel

Notícias de Angola – Isabel dos Santos diz que Unitel deve uma das suas empresas

Isabel dos Santos nega ter recebido transferências injustificadas da Unitel, garantindo antes ser credora da operadora que supostamente não terá devolvido um empréstimo obtido da acionista Vidatel, controlada por ela.

A Vidatel Ltd., que detém 25% da Unitel, rebate num comunicado a que a Lusa teve acesso, notícias que dão conta de que a filha do ex-presidente angolano, José Eduardo dos Santos, teria aproveitado a sua posição acionista na operadora para transferir, sem justificativos, fundos para as contas da Vidatel Ltd. em Portugal.

O dinheiro circularia depois através de contas das entidades Unitel Internacional Holding BV, Athol Limited e Sílaba Real Estate Limited, além das contas de Isabel dos Santos junto do BPI e do Eurobic. Segundo a Vidatel, “não há nem nunca houve” transferências injustificadas da Unitel para a Vidatel Ltd. ou para contas pessoais de Isabel dos Santos, pois as que foram feitas são relativas “a dividendos autorizados pela Assembleia Geral da Unitel e a salários, conforme estipulado em contratos de trabalho e de mandato”.

Unitel é que tem dívidas

E a Vidatel Ltd. garante, por outro lado, que a Unitel SA é que “tem dívidas para com a Vidatel Ltd cuja existência se deve a razões unicamente imputáveis” à operadora de telecomunicações.

Em causa está a falta de reembolso, em 2016, do empréstimo que a Unitel obteve junto da Vidatel, uma dívida que “está devidamente registada nas contas auditadas da Unitel, certificadas por auditor externo, e reconhecidas e aprovadas pela Assembleia Geral dos acionistas durante vários anos”.

A Vidatel acrescenta que “irá ao abrigo da Lei e do acordo parassocial celebrado entre os vários acionistas da Unitel, efetuar esta clarificação” junto da própria operadora.

Unitel alvo de arresto

A Unitel era, até janeiro de 2020, controlada por quatro acionistas, cada um dos quais com 25%: a PT Ventures (detida pela brasileira Oi), a petrolífera estatal Sonangol, a Vidatel (de Isabel dos Santos) e a Geni (do general Leopoldino “Dino” Fragoso do Nascimento).

A Sonangol procedeu, a 26 de janeiro à compra integral da PT Ventures, 900 milhões de euros, tornando-se a maior acionista da operadora angolana.

Em dezembro de 2019, o tribunal de Luanda decretou o arresto preventivo de contas e participações sociais de Isabel dos Santos, do seu marido Sindika Dokolo, e do seu gestor Mário Filipe Moreira Leite da Silva, ex-presidente do Conselho de Administração do Banco de Fomento de Angola (BFA).

Entre as empresas que foram alvo de arresto das participações inclui-se a Unitel.

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