MPLA reconcilia-se com sua história reconhecendo todos os presidentes

MPLA reconcilia-se com sua história reconhecendo todos os presidentes,  nomeadamente Ilídio Machado, Mário Pinto de Andrade, Agostinho Neto, José Eduardo dos Santos e João Lourenço

MPLA reconcilia-se com sua história reconhecendo todos os presidentesO MPLA, partido no poder em Angola, reconheceu as figuras de Ilídio Machado e Mário Pinto de Andrade ( na foto) como sendo os dois primeiros presidentes da organização e anunciou que vai homenagear as duas personalidades políticas “em tempo oportuno”, bem como todas as outras individualidades que estiveram na génese da formação política.

Analistas louvam a iniciativa do presidente João Lourenço, mas consideram que, a par reconciliação interna, o partido no poder deve olhar para a nação, reconhecendo outras individualidades que lutaram para a libertação do país, independentemente da sua cor política. A partir do VII Congresso Extraordinário do MPLA , realizado no dia 15, as duas figuras políticas passaram a constar do quadro de honrados principais líderes daquele partido desde 1956.

MPLA reconcilia-se com sua história reconhecendo todos os presidentes

Em termos oficiais, o MPLA passa a contar com cinco presidentes, na sua história, nomeadamente Ilídio Machado, Mário Pinto de Andrade, Agostinho Neto, José Eduardo dos Santos eJoão Lourenço. A nova liderança política do partido no poder considera Ilídio Tomé Alves Machado como sendo o seu primeiro presidente, até ser preso, em 1959 pelo regime colonial, enquanto Mário Pinto de Andrade exerceu o cargo , entre 1959 e 1962 e seu secretário-geral, entre 1962 e 1972.

O terceiro presidente foi Agostinho Neto, que dirigiu o MPLA até à sua morte, em Setembro de 1979, mês em que José Eduardo dos Santos assumiu a liderança, que terminou no dia 8 de Setembro de 2018. O general na reforma, Manuel Paulo Mendes de Carvalho Pacavira (Paka), disse que a lista das figuras com as quais o MPLA deve reconciliar-se não se circunscreve apenas a Ilídio Machado e a Mário Pinto de Andrade.

O general Paka declarou também que, depois de reconciliação interna, o MPLA, como partido que governa o país, “deve reconciliar-se com a nação”. Por seu turno, o historiador Silva Cabaça considera que a decisão do MPLA e do seu novo líder tem o condão de corrigir a história do partido, supostamente escamoteada pela anterior liderança partidária. Cabaça também entende que figuras que lutaram para a libertação do país devem ser igualmente reconhecidas e homenageadas independentemente das suas convicções políticas.

 

Fonte: Angonoticias

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