Quinta-feira, maio 28, 2020
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Mais de 56% do total dos infectados com coronavírus já conseguram recuperar

China – Mais de 56% do total dos infectados com coronavírus já conseguiram recuperar

A maioria dos doentes inicialmente infectados pelo coronavírus na China, país onde o surto teve início, conseguiu recuperar. Dos 80.026 casos confirmados na China continental, 44.462 (56%) conseguiram recuperar da doença.

Quase três mil (2.912, o que corresponde a 3,6%) morreram em sequência de complicações de saúde provocadas pela covid-19, de acordo com os dados do site de estatística em tempo real Worldometer.

Também as informações da Universidade Johns Hopkins (EUA) apontam para que a taxa de recuperação na China ultrapasse a barreira dos 50%.

Exemplo de um destes casos de recuperação é o do português Adriano Maranhão. O tripulante do Diamond Princess, infectado com o SARS-CoV-2 a bordo do navio colocado sob quarentena pelas autoridades japonesas, foi transferido para um hospital em Okazaki. À semelhança de 82% dos casos registados globalmente, a infecção do tripulante não entrou na categoria das mais graves.

De acordo com a mulher do português, Emmanuelle Maranhão, as últimas duas análises ao novo coronavírus — à saliva e à mucosa nasal, feitas na quarta-feira e na sexta-feira — deram negativo. “Não está doente nem está infeccioso” e “vai começar o processo para voltar para casa”, afirmou Emmanuelle Maranhão, em declarações à RTP.

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A actuação pouco célere e ineficaz das autoridades locais da província chinesa de Hubei para conter a propagação do coronavírus nas primeiras semanas do surto levou Pequim a lançar uma autêntica “purga” entre os detentores dos cargos de topo do Partido Comunista chinês na região, substituindo-os por homens de confiança do Presidente, Xi Jinping.

As zonas mais afectadas foram colocadas em quarentena e os movimentos entre regiões severamente restritos. Os serviços de transportes públicos também registaram abrandamentos, com vários hospitais a serem edificados em tempo recorde.

A província de Hubei, que inclui a cidade de Wuhan, primeiro foco da covid-19, foi a que registou mais fatalidades: de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins (EUA) morreram 2803 pessoas nesta região. Por outro lado, as autoridades de saúde registaram a recuperação de 33.762 cidadãos chineses em Hubei, cenário que tem sofrido um aumento nos últimos dias.

Os “recuperados” podem voltar a ser infectados?
O Governo japonês noticiou, na passada semana, o caso de uma mulher em Osaka que voltou a testar positivo nas análises ao novo coronavírus, já depois de ter recuperado de uma primeira infecção.

C/ Público

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