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Governo criou mais de 160 mil novos empregos afirmou PR João Lorenço

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Governo criou mais de 160 mil novos empregos

O Presidente da República, João Lourenço, reafirmou a sua intenção de continuar a combater a corrupção e a promover reformas económicas no discurso sobre o estado da nação proferido nesta terça-feira, 15, na Assembleia Nacional. Lourenço reconheceu que há muito a fazer, mas garantiu ter cumprido um terço da promessa de criação de 500 mil empregos durante a presente legislatura, isto, mais de 160 mil empregos.

Entre 2018 e o terceiro trimestre de 2019, foram criados 161.997 novos empregos, cerca de 1/3 dos 500 mil de um mandato de 5 anos, dos quais 80,3% se referem a empregos criados no sector empresarial quer público como privado, e 19,7% no sector político administrativo, isto é, na função pública. Mesmo assim, a luta pela redução da taxa de desemprego através da criação de novos postos de trabalho deve ser permanente, uma constante da acção do Executivo e seus parceiros, no caso o sector empresarial privado.

O sector do Comércio foi o que gerou mais empregos, seguido da construção e obras públicas, transportes, agricultura e indústria. O Sistema Nacional de Emprego formou 108.790 jovens em 149 especialidades formativas.

“O nosso foco continua a ser a boa governação, a defesa do rigor e da transparência em todos os actos públicos, a luta contra a corrupção e a impunidade, a reanimação e diversificação da economia, o resgate dos valores da cidadania e a moralização da sociedade no seu todo, bases indispensáveis para se garantir o progresso social e o desenvolvimento sustentável do país”, afirmou Lourenço num discurso de duas horas, em que reiterou a sua cruzada contra a corrupção.

“No concernente à actividade da Procuradoria-Geral da República (PGR), importa referir que foi reestruturada e redinamizada a Direcção Nacional de Prevenção e Combate à Corrupção que, em comparação com os 18 processos instaurados de 2012 a 2017, instaurou 192 processos de inquérito de 2017 a 2019, ou seja, instaurou em dois anos dez vezes mais inquéritos do que nos 5 anos anteriores”.

Na anterior legislatura presidida por José Eduardo dos Santos, segundo o Chefe de Estado, foram registados na PGR 288 declarações de bens por parte de servidores públicos., enquanto “nos últimos dois anos, foram recebidas 1327 declarações de bens.

Lourenço também destacou a reestruturação da Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP) que, “nos últimos dois anos, submeteu ao Tribunal Supremo para julgamento 11 processos-crime de natureza económico-financeira”.

No capítulo económico, que ocupou grande parte do discurso sobre o estado da nação, João Lourenço reconheceu que “embora tenha empenhado o melhor dos meus esforços na aplicação do programa de governação, estou consciente de que ainda muito há para realizar para satisfação das necessidades que o povo enfrenta”.

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