Sexta-feira, agosto 7, 2020

Dinheiro para salvar Bancos BPC e BCI dá para abrir 135 mil novos bancos de raiz

Notícias de Angola – Dinheiro para salvar Bancos BPC e BCI dá para abrir 135 mil novos bancos de raiz

O Estado Angolano vai injectar cerca de 1 bilião de Kwanzas nos próximos três anos para salvar o BPC e o BCI sendo que o capital mínimo para a abertura de um banco comercial em Angola é de 7,5 mil milhões de Kwanzas.

O montante que o Estado irá gastar para salvar o BPC e BCI dá para abrir 135 mil bancos de raiz. O Estado compromete-se a injectar dinheiro fresco no valor de 1.013.118 milhões de Kwanzas nos próximos três anos, de acordo com os dados da página 36 do Relatório de Fundamentação da Proposta do OGE 2020 revisto, consultado pelo LuandaPost.

Em Angola, o capital social mínimo para a abertura de um banco comercial é de 7,5 mil milhões Kwanzas. Contas feitas, 1 bilião de Kwanzas dividido pelo capital social mínimo, os dois bancos públicos vão “engolir” um montante equivalente a abertura de 135 mil bancos de raiz.

O Relatório de Fundamentação da Proposta de OGE 2020 Revisto assegura que o sector bancário se encontra globalmente robusto, segundo o resultado da análise da qualidade dos activos do sector bancário (AQA) de Dezembro último, que incidiu sobre 13 instituições que representavam 92,8% do total de activo do sistema financeiro.

Com efeito, “os bancos públicos BPC (Banco de Poupança e Crédito) e BCI (Banco de Comércio e Indústria), foram responsáveis por uma necessidade de recapitalização total de aproximadamente 1.013.118 milhões Kwanzas”, diz o documento.

Como forma de desalavancagem e redução do risco do balanço, está a ser implementado no plano de reestruturação e recapitalização do BPC, contando com um aumento de capital de cerca de 559 735 milhões de Kwanzas, 108 150 milhões de Kwanzas e 80 407 milhões Kwanzas nos anos de 2020, 2021 e 2022, respectivamente

Por outro lado, numa tentativa de recuperar o BPC, a partir de meados de 2019 o Instituto de Gestão de Activos e Participação do Estado (IGAPE), passou a ser parte integrante da estrutura accionista o BPC. Adicionalmente, a Recredit foi transformada de sociedade unipessoal anónima para pluripessoal, e passou a dedicar-se exclusivamente na gestão de activos financeiros do BPC, adquirindo-os pelo seu justo valor de mercado.

LP

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