ENDE: Consumidores de energia vão migrar para o pré-pago

Notícias de Angola – Consumidores de energia vão migrar para o pré-pago

Daqui a três anos, 97 por cento dos consumidores de electricidade vão estar inseridos no sistema pré-pago. A ENDE (Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade) prevê, até 2022, baixar a percentagem dos consumidores do seguimento pós-pago para três por cento.

O diretor comercial da ENDE, Marcos Balanca – Consumidores de energia vão migrar para o pré-pago

O diretor comercial da ENDE, Marcos Balanca, disse que o sistema pré-pago está implementado em quase todo o país, faltando a província da Lunda-Sul, cuja instalação está prevista para este ano.

A empresa conta, no país, com 1.519.520 clientes, sendo 400 mil do sistema pré-pago.

“A instalação do pré-pago tem algumas especificidades e exige uma rede melhor que no pós-pago”, admitiu, afirmando que o investimento para a instalação dos contadores pré-pagos é ligeiramente superior ao pós-pago.

Neste momento, está em curso o projecto de 300 mil ligações no sistema pré-pago em Luanda e outras cem mil nas demais províncias do país.

Marcos Balanca explicou que o processo de negociação dos PT (postos de transformação) privados com os prestadores particulares está em curso, com vista a garantir a boa gestão dos equipamentos.

Sobre as constantes reclamações dos clientes do sistema pré-pago, que alegam existir cobranças fora do consumo, o director comercial confirmou haver descontos ligados aos encargos de potência.

Marcos Balanca esclareceu que existem diferentes seguimentos de consumo e cada um está enquadrado numa tarifa específica.

A ENDE tem tarifas para baixa tensão doméstica (baixa renda e a doméstica social), sem encargos.

Na baixa renda, o preço de venda de energia, fornecida a uma tensão inferior a 1 kw (baixa tensão), para consumo doméstico com potência contratada igual a 1,3 kva, é fixado em 2,46/ kwanzas/quilowatts/hora. Esta tarifa é aplicada a clientes cujo consumo médio mensal do período a facturar seja inferior ou igual a 120 kw/h.

No seguimento doméstico social, o preço de venda de energia eléctrica, fornecida a uma tensão inferior a 1kw (baixa tensão), para consumo doméstico com potência contratada igual a 3 kw, é fixado em 3 kwanzas/quilowatts/hora.

A tarifa é aplicada a clientes cujo consumo médio mensal do período a facturar não seja superior a 200 quilowatts/hora.

A maior parte dos clientes está no seguimento doméstico geral e especial (monofásicos e trifásicos). O doméstico geral tem um consumo superior a 3 kw e inferior ou igual a 9,9 kw, e o doméstico especial um consumo superior a 9,9 kw, cujos valores a pagar resultam de uma fórmula matemática.

“Temos estado a informar os nossos clientes sobre a existência da taxa de encargo, que varia entre 20 e 30 kwanzas, por dia.”

O director comercial afirmou que os do seguimentos já têm uma fórmula e com dois tipos de facturação, a pós-paga e pré-paga.

“Os clientes pós-pago têm a componente fixa, que é independente do consumo”, disse.

No sistema pré-pago, o cliente paga, na altura da aquisição de energia, uma taxa de encargo de potência. “Quando o cliente adquire a energia, primeiro, faz-se o desconto desta taxa e o que restar é para a compra de energia.”

Marcos Balanca reconheceu que, no sistema pré-pago, a componente de encargo não tem sido bem entendida pelos clientes.

Ao dizer que alguns encargos ocorrem por dívida, Marcos Balanca admitiu que clientes com baixo consumo podem solicitar à empresa para mudar de seguimento.

Fonte: JA

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