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A Origem e o processo da evolução do gigante Grupo Carrinho

Notícias de Angola – A Origem e o processo da evolução do gigante Grupo Carrinho

Durante abertura das comemorações dos 30 anos de existência do Grupo Carrinho, no dia 04 de Setembro foi passada em carteira a história de um bar e uma cozinha no quintal da senhora Leonor Carrinho, no início de 1993. depois de uma longa parceria com empresas privadas, Carrinho entra oficialmente nos negócios com o estado em 2010 .

“Tentar desvalorizar o Grupo Carrinho é um ego muito grave”

Durante o testemunho da Dona Leonor Carrinho, disse ter chegado mais além por ser desde muito cedo alguém humilde e tratar bem quem lá quisesse beber ou comer, por esta razão, reza a história, conseguiu várias oportunidade onde a primeira aconteceu em 1994-2002 quando foi assinado o acordo informal entre a Sonangol e a Dona Leonor Carrinho, para que os quadros técnicos que se deslocassem ao Lobito, passariam as refeições no bar da Dona Leonor, o que veio a tornar-se no primeiro acordo de negócio, cujo rendimento anual veio ascender cerca de USD: 120 000,00.

No mesmo período, a Empresa Nacional de Eletricidade (ENE) passou a integrar a lista de clientes da Dona Leonor Carrinho, consolidando as suas aspirações empreendedoras e, rapidamente, precisou em 2002 constituir uma empresa denominada BAR IMPÉRIO.

Leonor Carrinho/fundadora do grupo Carrinho

O Bar Império foi uma das peças fundamentais no que é hoje o Grupo Carrinho, pois, este foi o passo que acabou por mudar toda a história da organização. A família Carrinho interessou-se em explorar um outro bar, que na altura se encontrava disponível, levando a Dona Leonor Carrinho a tomar a decisão de no ano de 2002 investir 10 000 USD na abertura do Bar Império. Este bar é propriedade dos Caminhos de Ferro de Benguela (CFB), razão pela qual não foi possível a sua aquisição, mas antes o estabelecimento de um contrato de cedência de exploração.

Foi partindo das relações que se foram estabelecendo com diferentes personalidades que afluíam ao Bar Império, que surge a oportunidade de trabalhar com a Odebrecht. Tendo, este período sido determinante pela aprendizagem empreendedora que a relação obrigou, que em consequência, proporcionou várias oportunidades de investimento em outros negócios, que, entretanto, grande parte deles acabariam por ser descontinuados.

LEONOR CARRINHO E FILHOS LDA

No ano de 2005 a 2009, a empresa é chamada de Leonor Carrinho & Filhos Lda. Nestes anos conhece a Odebrecht, reconhecidamente tida como a escola de gestão dos precursores do projecto Carrinho. A Odebrecht revelou-se crucial, pois proporcionou para a empresa da senhora Leonor oportunidades fora de Benguela, o que nos forçou a aprender e perceber a importância de confiar em terceiros. A aplicação dos métodos inovadores de gestão da Odebrecht, permitiu a Leonor Carrinho gradualmente, integrar na sua carteira de negócio 34 cozinhas, espalhadas por todo o país.

CONTRATO COM A REDE NOSSO SUPER

A logística de montagem de 30 lojas da rede de supermercados “Nosso Super” no país, foi feita em prazo record, com o apoio da frota de camiões da Leonor Carrinho, tornando-se numa das empresas em Angola, que mais frete de transportes terrestres contratava, razão que levou a Leonor Carrinho, acidentalmente, a entrar no negócio de transporte de mercadorias.

Entre 2008 – 2009, no auge das 34 cozinhas, da logística do Nosso Super, da Camargo Corrêa, da Queiroz Galvão entre outros, a Leonor Carrinho vendia 43M USD/ano. Nesta altura iniciou-se o fim da era da Odebrecht, com a crescente crise mundial que se começou a sentir em Angola.

De 2008-2009 nem tudo foi um mar de rosas, existiram adversidades que abriram caminho para os avanços que se obtiveram e a vista de todos como é o caso da primeira tentativa de abertura das lojas Bem Barato, que tiveram de encerrar alguns meses depois, por falência; A extinção do negócio próprio da empresa de fretes com camiões.

CARRINHO ASSINA PRIMEIRO ACORDO NO SECTOR PÚBLICO EM 2010

Como disse um dos responsáveis durante a conferência de imprensa que, “tentar desvalorizar o grupo Carrinho é um ego muito grave”, é o facto de muitos entender que a empresa surge e começou a ter parceria com o Estado simplesmente na governação do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, um dado que quebra com o processo histórico divulgado no primeiro dia das comemorações dos 30 anos de existência da empresa.

Depois de muita estrada de parceria com empresas privadas, em 2010 foram lançados os primeiros passos no Sector Público, depois de protelar por muitos anos fazer negócios com entidades públicas, a Leonor Carrinho decidiu integrar na sua carteira de clientes de Catering as Forças Armadas de Angolanas (FAA).

Por consequência, entre 2012 – 2014, surgiram oportunidades de fornecimentos de cabazes e viaturas às FAA. Em 2013, a relação com entidades públicas ganhou um impulso com o acordo de fornecimento ao Ministério do Interior, proporcionando a expansão dos negócios com as entidades públicas, possibilitando a evolução da cadeia de abastecimento, a qual teve um grande impacto no desenvolvimento da divisão de logístico da empresa.

Em 2015 dá-se a reabertura da rede de lojas Bem Barato, com uma diferente dinâmica, que a permite ser o único actor genuinamente angolano, entre os cinco maiores distribuidores de bens alimentares da cesta básica em Angola.

LEONOR CARRINHO E FILHOS LDAMUDA DE NOME PARA GRUPO CARRINHO  

2016-2019 O acontecimento mais relevante foi a transformação da empresa de um grupo comercial para um grupo industrial, com a inauguração do Complexo Industrial Carrinho composto por 17 fábricas, o que permitiu a aceleração da implementação da sua visão de integração vertical, desde a originação á comercialização.

Dispondo de 17 fábricas, o Grupo Carrinho é um dos complexos industriais mais completos do mundo, o que permite processar arroz, trigo, milho e refinar óleo, para além de transformar e embalar mais de 20 bens de consumo diversos.

O Grupo Carrinho tem actualmente a maior estrutura de armazenamento do país com uma capacidade de 100 mil toneladas de cereais e 55 mil m3 de tanques de armazenamento de produtos oleaginosos. O departamento de logística apresenta uma capacidade para transportar por via aérea, marítima e ferroviária mais de 1.4 milhões de toneladas de produtos na África Subsariana.

O compromisso da CARRINHO é com Angola e com os Angolanos, contribuindo de forma efectiva para a autossuficiência alimentar e nutricional das angolanas e dos angolanos.

RECURSOS HUMANOS

De acordo com o senhor Nelson Carrinho, PCA do Grupo Carrinho, respondeu ao Factos Diários no dia 06 deste mês, durante a conferência de imprensa que estão empregados 5400 trabalhadoresprovenientes das diversas províncias do país embora que a província de Benguela tem o maior número de colaboradores.

Fonte: Factos Diários

Desvalorização do kwanza faz dívida de Angola subir para 92% do PIB

Notícias de Angola- Desvalorização do kwanza faz dívida de Angola subir para 92% do PIB

A desvalorização do kwanza fez o rácio da dívida pública sobre o Produto Interno Bruto (PIB) subir, desde o início do ano, 30 pontos, para mais de 90%, segundo o gabinete de estudos económicos do Banco Fomento Angola (BFA).

“A dívida pública de Angola terá subido para perto de 91,8% do PIB, um aumento de 30 pontos percentuais que se deveu exclusivamente ao efeito da perda de valor do Kwanza”, lê-se na análise semanal à economia angolana, enviada aos clientes e a que a Lusa teve hoje acesso.

Os dados do Banco Nacional de Angola mostram que a dívida externa fixou-se perto dos 50,3 mil milhões de dólares (46,9 mil milhões de euros) no segundo trimestre do ano, menos 1,5 mil milhões de dólares (1,4 mil milhões de euros) face aos doze meses anteriores, estando no valor mais baixo desde o segundo trimestre de 2020, acrescentam os analistas do BFA.

Ainda assim, acrescentam, “olhando para a dívida como um todo, a estimativa aponta para um valor a rondar os 65,5 mil milhões de dólares (60 mil milhões de euros), uma quebra significativa no valor em dólares, decorrente da descida da dívida externa em montante, e devido ao efeito da depreciação no valor da dívida interna quando medida em dólares”.

A desvalorização do kwanza desde o princípio do ano, mas com particular incidência a partir do segundo trimestre, quando o Governo implementou a retirada parcial dos subsídios aos combustíveis, motivou esta subida da dívida externa, já que uma moeda nacional mais barata equivale a pagamento da dívida mais elevados.

Relativamente à decomposição da dívida externa de Angola, o BFA salienta que “a dívida a entidades chinesas representa 38% de toda a dívida pública ao exterior, um peso muito relevante, mas que tem estado em quebra, estando agora em mínimos desde o primeiro trimestre de 2016”.

Pelo contrário, acrescentam, “a dívida às entidades multilaterais representa agora 17,5% de toda a dívida ao exterior, um máximo histórico desde o início da série estatística, em 2013”, o que mostra os esforços do Governo para fomentar a diversificação das fontes de financiamento.

A análise do BFA surge poucos dias depois da primeira avaliação do conselho executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) após o programa de assistência financeira, na qual reviu em baixa a previsão de crescimento da economia de Angola, de 3,5% para 0,9% este ano.

Para esta revisão em baixa contribui o decréscimo do setor petrolífero, principal sustentáculo da economia angolana, com um recuo de 6,1% (esperava-se um crescimento de 2% nas previsões de fevereiro), que o crescimento do setor não petrolífero para 3,4% (era de 4,3% em fevereiro) não consegue compensar.

O Conselho executivo do FMI destaca que as reformas, bem sucedidas, associadas aos preços do petróleo suportaram a recuperação económica de Angola entre 2021-22, mas o declínio da produção petrolífera (de 1,205 milhões de barris por dia previstos em fevereiro, para 1,026 milhões de barris por dia) traz “desafios significativos”.

O Fundo prevê também que o rácio da dívida pública sobre o PIB, que é um dos cinco principais indicadores para avaliar a sustentabilidade da dívida de um país, suba de 65,2% em 2022 para 83,2% este ano, para depois abrandar para 75,6% em 2024, ainda assim acima da média dos países da África subsaariana, à volta dos 60% do PIB.

A24 Horas

BIOCOM ENGANA JOÃO LOURENÇO: “O ESQUEMA DA MÁFIA DO AÇÚCAR É A FALSIFICAÇÃO DE RÓTULOS IMPORTADOS”

NOTÍCIAS DE ANGOLA – BIOCOM ENGANA JOÃO LOURENÇO: “O ESQUEMA DA MÁFIA DO AÇÚCAR É A FALSIFICAÇÃO DE RÓTULOS IMPORTADOS”

As contas com a maior falência técnica de todo o Sector Empresarial Público (SEP) em 2022, já que registou capitais próprios negativos de 320,7 mil milhões Kz, a Companhia de Bioenergia de Angola BIOCOM, aponta agora baterias para os pequenos e médios produtores depois de garantir o apoio do Fundo de Garantia de Crédito (FGC) a financiamentos a produtores que estejam interessados em implementar projectos agrícolas que visem a plantação de cana-de-açúcar na região.

Os funcionários ouvidos pelo Portal o Ladrão, afirmam que os responsáveis da empresa deram dados falsos sobre o funcionamento da BIOCOM ao chefe de Estado João Lourenço, a quando da visita de trabalho aquela instituição.

De acordo com os trabalhadores, existe uma máfia que não foi revelada, que é liderada por elementos bem identificados que compram todo produto de produção nacional feito na empresa Biocom e embalam em sacos e colocam os símbolos e logótipos de empresas internacionais para enganarem o Estado que o produto é proveniente do estrangeiro.

“Os exportadores compram a maioria parte do açúcar que a biocom produz e metem em sacos diferentes para comercializarem em Angola e a outra parte é exportada para outros países de África e na Europa” disse a fonte.

O Presidente João Lourenço, foi enganado pela Direcção da empresa, nós aqui sabemos como o esquema da máfia do açúcar funciona, para não falarmos das dificuldades de falta de matérias de segurança, alimentação, transporte em condições, péssimos salários e tantos outros meios que nos permitam exercer o nosso trabalho, disse a fonte ao Ladrão.

Os barões da máfia do açúcar, estão bem identificados e na próxima denúncia nós vamos trazer os nomes e as suas empresas átona, porque não se explica, o preço tão alto que custa o quilo de açúcar em Angola uma vez que temos aqui uma fábrica, frisou a fonte.

Há 10 anos que especialistas e pessoas ligadas à produção industrial no País já alertavam para a necessidade de envolver os pequenos agricultores nesta questão. “Mas foram, de facto, 10 anos perdidos para a BIOCOM reconhecer a falta de perspectiva de se atingir a tal capacidade industrial a curto prazo e o risco de incremento da degradação do equipamento ocioso, como já aconteceu em todos os grandes projectos agro-industriais nos últimos 20 anos”, sublinha o agrónomo. Mas, apesar do incentivo ao crédito, ainda assim, Fernando Pacheco mostra-se pouco optimista. “Vai ser difícil, mas o incentivo do crédito pode ajudar.
O grande problema será a falta de experiência, que só será ganha com tempo, que não será pouco”, salientou. Conseguir quem invista na produção de cana nesta altura não é fácil. A verdade é que, segundo apurou o Expansão no local, ainda não há produtores de cana-de-açúcar na região, o que poderá tornar ainda moroso o processo de a empresa estabilizar as suas contas. Isto porque vários produtores locais revelaram que o negócio não é rentável já que exige avultados investimentos.

BIOCOM em falência técnica procura apoio nos pequenos produtores de cana-de-açúcar

Notícias de Angola – BIOCOM em falência técnica procura apoio nos pequenos produtores de cana-de-açúcar

A contas com a maior falência técnica de todo o Sector Empresarial Público (SEP) em 2022, já que registou capitais próprios negativos de 320,7 mil milhões Kz, a Companhia de Bioenergia de Angola BIOCOM  aponta agora baterias para os pequenos e médios produtores depois de garantir o apoio do Fundo de Garantia de Crédito (FGC) a financiamentos a produtores que estejam interessados em implementar projectos agrícolas que visem a plantação de cana-de-açúar na região.

O acordo foi assinado esta semana, em Cacuso (Malanje), com o FGC a garantir a cobertura de 50 mil milhões Kz para incentivar os produtores locais a produzirem cana-de-açúcar, que desta forma podem concorrer a financiamentos de até 5 mil milhões Kz. O objectivo é criar uma economia em escala em que estes produtores de seguida vendem a sua produção à BIOCOM, que a transformará em produto acabado, nomeadamente o açúcar. “A Biocom é o cliente garantido para comprar toda a produção que for feita na região”, garante Luzayadio Simba, PCA do Fundo de Garantia de Crédito.

Esta é uma das vias que a BIOCOM encontrou para preencher as necessidades da fábrica que actualmente está a produzir 40% do açúcar consumido no País e que pretende aumentar essa quota para 60% até 2026. “Numa equação única saímos todos a ganhar, tanto as famílias, os produtores e a empresa”, disse Otília Viegas, directora-adjunta da Biocom, garantindo total acompanhamento técnico aos produtores que avançarem com a produção.

Este não é um modelo novo, já que no estrangeiro é assim que funciona a produção de açúcar. Basta ver os EUA, onde à volta de uma usina, ou refinaria de açúcar, os terrenos plantados com cana-de-açúcar pertencem a cooperativas ou produtores privados.

Desde o arranque do projecto BIOCOM, em Maio de 2013, apesar de a empresa ter sido constituída em 2007, que é sabido que a sua capacidade de produção de cana-de- -açúcar não é suficiente para preencher a capacidade da unidade industrial. Em declarações ao Expansão, o agrónomo Fernando Pacheco diz que esta medida de apoio aos pequenos e médios produtores vem demasiado tarde e considera que este é o maior erro que a BIOCOM cometeu no início do projecto. “Esse sobredimensionamento já constituía um erro enorme, agravado pela ausência de soluções que passariam pelo incentivo à emergência de pequenos produtores que poderiam produzir e vender cana à BIOCOM”, frisou.

Há 10 anos que especialistas e pessoas ligadas à produção industrial no País já alertavam para a necessidade de envolver os pequenos agricultores nesta questão. “Mas foram, de facto, 10 anos perdidos para a BIOCOM reconhecer a falta de perspectiva de se atingir a tal capacidade industrial a curto prazo e o risco de incremento da degradação do equipamento ocioso, como já aconteceu em todos os grandes projectos agro-industriais nos últimos 20 anos”, sublinha o agrónomo.

Mas, apesar do incentivo ao crédito, ainda assim, Fernando Pacheco mostra-se pouco optimista. “Vai ser difícil, mas o incentivo do crédito pode ajudar. O grande problema será a falta de experiência, que só será ganha com tempo, que não será pouco”, salientou.

Conseguir quem invista na produção de cana nesta altura não é fácil. A verdade é que, segundo apurou o Expansão no local, ainda não há produtores de cana-de-açúcar na região, o que poderá tornar ainda moroso o processo de a empresa estabilizar as suas contas. Isto porque vários produtores locais revelaram que o negócio não é rentável já que exige avultados investimentos.

Expansão

GRUPO CARRINHO DEFINE ROTA PARA AUTO-SUFICIÊNCIA ALIMENTAR ATÉ 2030

NOTÍCIAS DE ANGOLA – GRUPO CARRINHO DEFINE ROTA PARA AUTO-SUFICIÊNCIA ALIMENTAR ATÉ 2030

A família não tem política de distribuição de dividendos. Todos os resultados financeiros são reinvestidos integralmente na empresa, uma postura que se coaduna com o carácter dos seus membros, que no seu dia-a-dia não fazem qualquer exibição de riqueza nem se assumem como líderes de uma sociedade cada vez mais pobre e desprovida de lideranças despidas das cores partidárias.

No passado dia 6 (quarta-feira), a Direcção do Grupo CARRINHO convocou todos os órgãos de informação nacionais, incluindo plataformas digitais de informação generalista, para uma conterên-cia de imprensa nas instalações do seu
Complexo Industrial da Taka, em Benguela, no quadro de um evento comemorativo dos 30 anos dessa empresa, propriedade da família benguelense com o mesmo nome. Refere a sua história que começaram bem lá em baixo, e se transformaram hoje na principal referência nacional da cadeia logística de produção, transformação de alimentos e Retail. Um Grupo que apesar da crise que assola o mundo com repercussões na economia angolana, continua a crescer, a demonstrar que está cada dia mais sólido e comprometido, que tem intervenção que se estende desde este ano à banca, porque adquiriu, por via da Bolsa de Valores, o Banco de Comércio e Indústria que estava em rota acelerada de falência, com perdas mensais de cerca de 2 mil milhões de Kwan-zas e que em Dezembro já forçou à novo aumento de capital, a que poderão seguir outros até que tenha sustentabilidade.

O encontro com a comunicação social – que só pecou porque não ocorreu antes e com a regularidade e celeridade que o desenvolvimento da empresa já impõe, por razões também justificadas pela sua Direcção -, foi, a todos os níveis, um exercício demonstrativo do bem fazer e de nada temer. Começou por não se verificar qualquer discriminação na formulação dos convites. E no amplo espaço de área coberta disponível, estiveram presentes representantes de todas as televi-sões, dos poucos jornais que sobreviveram à pressão e à crise, e das mais variadas plataformas nacionais generalistas de informação com intervenção nas redes sociais. Alguns até estiveram representados por três jornalistas.

E num ambiente ameno, todas as questões colocadas foram respondidas sem medos, receios ou tabus, mesmo aquelas que, a partida, poderiam ser tidas como incomo-das. E cito por exemplo uma, disparada pelo Willian Tonet: “Vocês (família CARRINHO) estão preparados para depois de 2027 e também já compraram casa no Dubai?”-numa alusão à uma eventual fuga na sequência de inversão do quadro político com a cessação do mandato do Presidente da República, a quem se atribui favorecimentos ou ligação ao Grupo, questões que têm ocupado grandes espaços nos órgãos privados.

A resposta, foi directa: “Nós de Angola nunca vamos sair, porque esta é a nossa terra, não fazemos nada que esteja contra os nossos princípios e contra as leis. E vamos recordar as nossas raízes. O nosso pai foi angolano e em 1975, no pior ce-nário, perdeu tudo e não saiu de Angola.
A nossa mãe é do interior de Angola, do Cuima e muita gente nem sequer sabe onde é que fica. Nós, os filhos, nascemos na Ganda e no Lobito. Esta é a nossa terra e por isso fazemos tudo para impactar a nossa terra, criando algo que vai para além de nós. Faça chuva ou calor, vamos estar por aqui, porque não temos outro local para viver. No Dubai, até podemos ir, mas de férias. Fazemos parte dessa socie-dade”.

Grupo Carrinho, entrará na bolsa de valores e abre capital primeiramente para os seus funcionários

Notícias de Angola – Grupo Carrinho, entrará na bolsa de valores e abre capital primeiramente para os seus funcionários

Benguela – O grupo agro-industrial Carrinho definiu como meta do seu programa de crescimento, a entrada na bolsa de valores para ser negociada às suas acções.

O anúncio foi feito pelo CEO do grupo, Nelson Carrinho, disse nesta terça-feira, em Benguela, quando dissertava o tema “2030 começa agora”.

O responsável começou por dizer que o diferencial grupo empresarial está no facto de que ela “não consegue crescer sozinha”, porque foi concebida com este modelo, por estar no sector primário.

A pretensão de entrar na bolsa de valores, disse o responsável, poderá “revolucionar” a forma como se fazem a venda de acções em bolsa no país.

“É por isso que vai, no futuro, entrar na bolsa de valores. Nós vamos fazer parte do mercado e nós vamos revolucionar a maneira que o mercado da bolsa de mercados é feito cá em Angola”, disse.

Nelson Carrinho acrescentou que há três anos começou uma campanha interna que visou sensibilizar os funcionários com base no lema ‘minha empresa minha família e Carrinho somos todos nós’, e vai agora começar o processo de abertura de acções, porque “os donos das empresas são aqueles que lá trabalham todos os dias. Nós vamos certificar que quem é da Carrinho, quem faz acontecer, vai ser sócio, vai ser accionista”.

O CEO da Carrinho apontou 2027 como o ano em que serão anunciadas as primeiras ofertas públicas de acções, que será a empresa de transportes.

Entretanto, o objectivo é, de acordo com o empresário, ir além, aposta no segmento dos fertilizantes.

“A negociação das acções do grupo em bolsa, deverá ser no valor que ela merece”, finalizou.

Nelson Carrinho participou do painel de apresentações de diversos temas, no quadro das festividades dos 30 anos de existência do grupo, que está a acontecer nas instalações da empresa, em Benguela.

Enquanto BNA faz vistas grossas: Banco Económico “esconde” contas de três anos

Notícias de Angola – Enquanto BNA faz vistas grossas: Banco Económico “esconde” contas de três anos

O Banco Ecónomo voltou a apresentar as contas trimestrais após 15 trimestres sem divulgá-las, tendo divulgado os balancetes do I e II segundo trimestre deste ano.

Embora tenha apresentado os resultados do primeiro semestre, o banco não divulgou os balancetes do IV trimestre de 2019 nem os balancetes dos anos de 2020, 2021 e 2022. De acordo o balancete do II trimestre, o Económico dispõe de uma activo de 1,4 biliões Kz, onde os investimentos em títulos de dívida pública, avaliados em 114,3 mil milhões Kz, representam 8% do activo total e o stock de crédito com 51,6 mil milhões Kz representa 5%.

O banco também contabilizou um passivo de 1,5 biliões kz, que por sinal é superior ao activo da instituição, o que significa que o banco continua em falência técnica. Assim, no final do primeiro semestre o banco liderado por Victor Cardoso, em substituição de Carlos Duarte, registou lucros de 36,1 mil milhões Kz.

Entretanto, não se pode entender a evolução das contas porque o banco não apresentou os balancetes do exercício económico de 2022. O Expansão voltou a questionar o banco sobre o motivo da não divulgação dos balancetes trimestrais relativos aos anos 2020, 2021 e 2022, o departamento de comunicação do Económico respondeu: “os balancetes para os anos referidos irão ser divulgados oportunamente, tendo sido dada prioridade aos períodos mais recentes.

O Banco está a prosseguir uma política de transparência, divulgando informação relevante ao mercado contanto que se mostre completa e devidamente validada”. Entretanto, o banco continua a “esconder” os resultados de 2022. Normalmente, os balancetes trimestrais dos bancos são apresentados com quatro colunas onde a primeira apresenta o saldo do trimestre anterior, a segunda e terceira, respectivamente, as entradas e saídas (débitos e créditos) e a última, o saldo no final do período (saldo actual).

No entanto, nos balancetes mais recentes o Económico apresenta apenas o saldo no final do período, pelo que, não se consegue saber os resultados do último trimestre de 2022. A instituição bancária justifica a alteração do balancete argumentado que “a regulamentação não define um modelo específico para a publicação do balancete trimestral, tendo o Banco vindo a optar por um formato simplificado”, e acrescenta que “estão em curso procedimentos para passar a publicar-se balancetes mais informativos”.

Tal como noticiou o Expansão na edição anterior, a administração do Banco Económico culpa o plano de reestruturação pelo atraso do relatório e contas de 2022. “Como é do conhecimento geral, temos estado sujeitos a um rigoroso Plano de Recapitalização e Restruturação (“PRR”) aprovado pelo Banco Nacional de Angola.

Um dos principais objectivos do Plano é o do saneamento financeiro do Banco Económico, o que implica um trabalho profundo em matéria contabilística, incluindo correcções em dados históricos e novos registos. Por esta razão, tem existido uma especial contenção na divulgação de informação que ainda está a ser trabalhada”, disse o gabinete de comunicação do banco.

Fonte: Expansão

Participação ao Finibanco vendida por nove milhões de Kwanzas

Notícias de Angola – Participação ao Finibanco vendida por nove milhões de Kwanzas

Está concluído o processo da venda do Finibanco, com a compra pelo Acess Bank, no valor de nove milhões de Kwanzas, ao grupo português Banco Montepio que detinha o negócio.

O Grupo Banco Montepio concluiu o processo de venda do Finibanco Angola ao vender a participação de 29,22% do capital social ao Access Bank.

É por meio de um comunicado, citado pela Lusa, que o Grupo anunciou a venda por 9.046.807 milhões de kwanzas, com o contravalor de 10 milhões de euros, da participação que ainda detinha no Finibanco.

“O impacto desta transação nos resultados líquidos consolidados do Banco Montepio face às demonstrações financeiras de 30 de Junho de 2023 foi de -86 mil Euros, tendo a solvabilidade sido reforçada com um impacto favorável no rácio de capital total, estimado em base proforma no final do primeiro semestre de 2023, de 8 pontos base, espoletado pela diminuição dos ativos ponderados pelo risco”, refere.

Na nota o grupo também refere que com a alienação de toda a participação no Finibanco Angola, deixa de ter qualquer exposição no mercado angolano.

A instituição financeira diz ainda que com esta venda “materializa a sua estratégia de simplificação da estrutura societária do Grupo e enfoque no mercado doméstico, reforçando, também, o rácio de capital em 24 pontos base”.

Em Julho, numa comunicação enviada à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Banco Montepio anunciou ter concluído a venda de 51% do capital social e dos direitos de voto que detinha no Finibanco Angola ao Access Bank, pelo valor de 17,2 milhões de euros.

O Banco Montepio explicou que com a operação perdeu o controlo da subsidiária, mantendo uma participação equivalente a 29,22% do capital social do Finibanco Angola (FNBA).

“O Grupo Banco Montepio concluiu a venda de 51% do capital social e dos direitos de voto que detinha no Finibanco Angola (FNBA) ao Access Bank, pelo valor de 15.790.115 milhares de kwanzas, com o contravalor de 17,2 milhões de euros”, informa.

Em Outubro, o Banco Montepio anunciou que vendeu a participação que detinha no Finibanco Angola (FNBA) ao nigeriano Access Bank, mas não esclareceu qual a participação que detinha

C/ CK

Colégios privados movimentam cerca de 500 mil milhões por ano

Notícias de Angola – Colégios privados movimentam cerca de 500 mil milhões por ano

A Associação Nacional do Ensino Particular (Anep) propôs ao Governo a redução do imposto industrial de 25% para 10%, com o objectivo de desonerar os custos dos colégios privados e tornar as propinas mais acessíveis.

Além da redução do imposto industrial, que foi recentemente apresentada ao Presidente da República, a Anep solicitou também uma linha de crédito bonificado, dirigido ao investimento privado, na educação. “Tal como existe o Prodesi e outros programas para alavancar a economia, o sector da educação nunca teve esse benefício. Então, com crédito bonificado, vai-se reduzir a pressão sobre as propinas”, afirma o presidente da ANEP, António Pacavira.

O ensino particular (do pré-escolar à 13ª classe) movimenta um volume de negócio anual na ordem dos 500 mil milhões de kwanzas por ano, equivalente a 600 milhões de dólares. No entanto, quase metade do valor é absorvida pelo Estado, por via dos impostos.

Grupo Carrinho sob investigação por suspeita de má gestão da REA

Notícias de Angola – Grupo Carrinho sob investigação por suspeita de má gestão da REA

Após o anúncio da retirada da Gescesta empresa ligada ao grupo Carrinhoda gestão da Reserva Estratégica Alimentar (REA), , por decisão do Governo, foi aberta uma auditoria para analisar se os procedimentos durante a gestão da anterior entidade estavam à margem do estabelecido, apurou o Valor Económico.

O contrato foi rompido a faltarem precisamente dois anos para o seu termo, bem como após a exoneração de Victor Fernandes do cargo de ministro do Comércio e Indústria. Fonte ligada à Gescesta refere que aguarda pela conclusão da auditoria e que, independentemente do que vier a ser concluído, tem como defesa “todos os relatórios”. E nega terem optado por “trapalhices”, conforme se insinua em determinados círculos, como, por exemplo, de fazer negócio consigo próprio.

A gestão da empresa foi sempre marcada por polémicas desde que lhe foi entregue o contrato em 2021. Vários questionamentos estavam concentrados no facto de a empresa ter sido criada poucos meses antes de receber o contrato, com um capital social de 100 mil kwanzas.