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19 de Abril de 2022 · 2 min de leitura

Autoridades angolanas ainda não forneceram números sobre registo eleitoral

registo eleitoral
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O balanço conclusivo do registo eleitoral no pais e no estrangeiro ainda não é conhecido. Contudo mais de uma semana depois da conclusão do processo, há informações de que muitos angolanos no estrangeiro e no país, ficaram excluídos, tornando visível alguma preocupação dos actores políticos e da sociedade.

Por via de um decreto presidencial, o governo angolano viu-se obrigado a alargar o prazo inicialmente previsto, em resposta ao apelo dos partidos políticos na oposição e de algumas organizações da sociedade civil.

Por outro lado, alguns críticos consideram que a comunicação do governo não foi eficaz para mobilizar um número considerável de cidadãos, ao qual também se juntou os problemas da morosidade no atendimento, devido ao material informático e o congestionamento da rede.

O Governo esperava registar até 450 mil cidadãos nacionais durante o registo eleitoral oficioso no exterior do país. Em declarações recentes, o ministro da Administração do Território, Marcy Lopes, admitiu não ser possível alcançar estes números, alegando os constrangimentos causados pela pandemia da Covid-19 em alguns países.

Ainda assim, segundo Fernando Paixão, diretor nacional do Registo Eleitoral Oficioso, apesar de algumas dificuldades pontuais, o recenseamento, que pela primeira vez contemplou cidadãos que vivem na diáspora, foi positivo e o calendário eleitoral já começa a apertar.

VOA

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