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Angola entre os 10 países do mundo com maior número de pessoas que defecam ao ar livre

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Angola ocupa a oitava posição entre os dez países do mundo com maior número de pessoas que ainda praticam a defecação ao ar livre, com cerca de 10 milhões de cidadãos nesta situação, segundo um ranking divulgado pela plataforma Beyond Borders, que cita como fonte dados de 2024 do Programa Conjunto de Monitorização da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

 

A defecação ao ar livre continua a representar um dos maiores desafios de saúde pública e saneamento básico em vários países do mundo, sobretudo em África e na Ásia, onde milhões de pessoas ainda não têm acesso a instalações sanitárias adequadas.

De acordo com a classificação apresentada, a Índia lidera a lista mundial, com aproximadamente 97 milhões de pessoas que ainda recorrem à defecação ao ar livre, seguida da Nigéria, com 41 milhões, e da Etiópia, com 21 milhões.

O Paquistão surge na quarta posição, com 20 milhões de pessoas, enquanto o Níger ocupa o quinto lugar, com 18 milhões. A República Democrática do Congo e o Chade aparecem na sexta e sétima posições, respectivamente, com 12 milhões de pessoas cada.

Angola surge na oitava posição, com cerca de 10 milhões de pessoas, um número que chama a atenção para os desafios que o país enfrenta no acesso ao saneamento básico, sobretudo nas comunidades rurais e nos bairros periféricos dos grandes centros urbanos.

Madagáscar ocupa a nona posição, igualmente com 10 milhões de pessoas, enquanto o Burkina Faso encerra a lista, com aproximadamente 7 milhões.

Os 10 países com maior número de pessoas que defecam ao ar livre

  1. Índia — 97 milhões
  2. Nigéria — 41 milhões
  3. Etiópia — 21 milhões
  4. Paquistão — 20 milhões
  5. Níger — 18 milhões
  6. República Democrática do Congo — 12 milhões
  7. Chade — 12 milhões
  8. Angola — 10 milhões
  9. Madagáscar — 10 milhões
  10. Burkina Faso — 7 milhões

Angola enfrenta desafios no saneamento básico

Apesar dos investimentos realizados nos últimos anos em infra-estruturas públicas, o acesso a casas de banho, sistemas de esgotos e instalações sanitárias adequadas continua a ser um desafio para muitas comunidades angolanas.

A ausência de saneamento básico representa riscos significativos para a saúde pública, uma vez que a defecação ao ar livre pode contribuir para a contaminação da água e dos alimentos, favorecendo a propagação de doenças como a cólera, a diarreia e outras infecções intestinais.

Especialistas em saúde pública defendem que a redução desta prática exige investimentos contínuos na construção de instalações sanitárias, no abastecimento de água potável e na educação das comunidades sobre higiene e prevenção de doenças.

A presença de Angola entre os dez países com maior número absoluto de pessoas nesta situação reforça a necessidade de colocar o saneamento básico entre as prioridades das políticas públicas, especialmente nas regiões mais vulneráveis.

Os números apresentados pela Beyond Borders constituem um alerta para a importância de garantir condições sanitárias dignas à população angolana.

Fonte: Beyond Borders, com referência ao Programa Conjunto de Monitorização OMS/UNICEF (JMP), 2024. Os valores reproduzem a classificação divulgada e carecem de confirmação directa na base de dados original, incluindo o ano de referência das estimativas.

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