Igreja Universal em Angola está em guerra entre bispos e pastores angolanos

Notícias de Angola – Igreja Universal em Angola está em guerra entre bispos e pastores angolanos

A Igreja Universal do Reino de Deus em Angola está à venda. Todo o património da IURD ANGOLA, desde catedrais, igrejas de média e pequena dimensão, terrenos para construção de futuras catedrais, igrejas menores, e empreendimentos sociais, em todas as províncias de Angola, estão a venda.

Quem está a executar o GOLPE é o bispo brasileiro Honorilton Gonçalves da Costa, mais conhecido por bispo Gonçalves. Edir Macedo, bispo-presidente da IURD, tem conhecimento do que está a acontecer em Angola, dizem bispos e pastores que estão contra o GOLPE em curso de venda de todo o património em Angola.

O Bispo Gonçalves é também o líder da IURD MOÇAMBQUE e tem problemas com as autoridades governamentais, depois de expulsar 150 pastores neste ano, entre moçambicanos e angolanos, sem razões justificadas. O assunto deu lugar a processos que deram entrada na Justiça Moçambicana e no Parlamento de Moçambique.

Edir Macedo decidiu mandar há seis meses o Bispo Gonçalves para Angola para ser o líder (espiritual) principal da Igreja. Estava a ser coadjuvado pelo brasileiro Bispo Carlos Alberto, que era o líder da IURD Angola antes de Gonçalves chegar ao país.

O GOLPE para venda do património da IURD Angola pelos brasileiros começou no início de 2018 quando montaram um esquema de calúnias e intrigas contra todos os bispos e pastores angolanos influentes que trabalhavam na Direcção da Igreja.

Remeteram para Edir Macedo todo conjunto de calúnias e difamação contra os bispos e pastores angolanos, e Edir Macedo validou o afastamento de todos.

Neste momento, não há nenhum bispo ou pastor angolano a trabalhar na alta hierarquia e média direcção da IURD Angola. Todos foram afastados, entre início de 2018 e Outubro de 2019.

A gestão administrativa e financeira da IURD Angola desde sempre é controlada pelos brasileiros.   O comando total na IURD Angola é 100% bispos e pastores brasileiros, uma realidade de vinte oito anos.

Pastores brasileiros da IURD, sob comando do pastor brasileiro Eduardo Oliveira, estão a contactar políticos e empresários Angolanos, para negociação de venda de templos e terrenos, em Luanda, nas províncias de Benguela, Huíla, Cabinda, Namibe, Malanje, Huambo, Bié, Lundas, etc.

Trata-se de um esquema MAFIOSO arquitetado pelos bispos Gonçalves e Carlos Alberto com aprovação do Bispo Edir Macedo.

O esquema tornou-se conhecido quando há um mês aconteceu uma reunião secreta, em Luanda, só de bispos e pastores brasileiros, não havia nenhum angolano (aliás, os angolanos foram afastados da Direcção da Igreja), onde se determinou a venda do património da Universal em Angola.

Foi nessa reunião que ficou determinado manter-se contactos com ministros, deputados, empresários, governadores provinciais, para apresentar-lhes os terrenos bem localizados em zonas estratégicas de
Luanda e os mapas dos templos, convencendo estes que comprando podem depois alugá-los.

Os bispos e pastores brasileiros fizeram um plano de negócios para convencer os potenciais compradores (ministros, deputados, governadores, empresários) que existe uma grande procura para
aluguer de igrejas, da parte de denominações religiosas neopentecostais, como as Assembleias de Deus Pentecostal, Igreja Josafat (antiga Maná), Bom Deus, Igreja do Deus Vivo Shekinah, Igreja Hospital da Fé, etc. A título de exemplo, a catedral da Universal do Maculusso, defronte ao Hospital Militar, está a venda.

O GOLPE já está em andamento, mas devido a lentidão da equipa do pastor brasileiro Eduardo Oliveira em persuadir compradores como ministros, deputados, governadores provinciais, empresários e até mesmo empresários brasileiros de renome residentes em Angola, criaram um plano B.

No plano B, os bispos e pastores brasileiros já criaram empresas no Guiché Único em Angola, faz parte da estratégia, porque serão as mesmas empresas que vão comprar as catedrais a venda e com dinheiro da própria Igreja, caso os compradores demorem a decidir, porque até final de novembro corrente todas as catedrais têm de estar vendidas, só restam mais duas semanas para concretizarem o GOLPE.

O esquema vai funcionar da seguinte forma: uma vez que os brasileiros tomaram o controlo da IURD ANGOLA, controlam a Tesouraria, foi orientado ao bispo brasileiro responsável pelas finanças da Igreja vai repassar milhões e milhões de kwanzas para as empresas já criadas e para outras que neste momento estão a ser constituídas no Guiché Único de Empresas.

O dinheiro sairá das contas da IURD Angola, nos bancos BFA, ATLANTICO, BPC, BAI, BANCO SOL, e demais bancos, para as empresas criadas pelos bispos e pastores brasileiros.

De seguida, as empresas dos bispos e pastores brasileiros quando receberem os dinheiros saídos da IURD Angola, vão repassar para outras empresas também de bispos e pastores brasileiros, só para tentarem escamotear o GOLPE, branquear os dinheiros. São estas segundas empresas que vão COMPRAR as catedrais construídas e os terrenos comprados com dízimos e ofertas dos angolanos que são membros da IURD Angola, desde há 28 anos em Angola.

Quando as empresas dos bispos e pastores brasileiros registados há semanas no Guiché Único COMPRAREM o património todo, o pagamento será feito em bancos onde a IURD Angola está a abrir contas desde há poucas semanas.

As mesmas empresas de bispos e pastores brasileiros é que vão aparecer como compradoras dos templos da Universal (catedral do Alvalade, catedral do Maculusso, catedral do Patriota, catedral de Viana, Catedral do Benfica, Igreja do Kilamba, Catedrais de Cabinda, Benguela, Huíla, etc., e outras igrejas IURD situadas nos bairros).

A quadrilha de bispos e pastores brasileiros que montou o esquema de afastar bispos e pastores angolanos da liderança, fez o mesmíssimo em Moçambique.

Os bispos Gonçalves e Carlos Alberto lideraram a IURD Moçambique (o Gonçalves continua lá e acumula Angola e Moçambique). Lá venderam património da IURD Moçambique, mas antes afastaram todos os bispos e pastores moçambicanos que integravam a equipa de gestão administrativa e financeira naquele país.
O esquema só não funcionou na integra em MOÇAMBIQUE porque quando bispos e pastores moçambicanos se aperceberam, houve rebelião, isso em 2018, o que obrigou Edir Macedo a sair do Brasil para Moçambique e acalmar os nervos. Mas não retirou de lá o bispo Gonçalves, antes pelo contrário manteve ele lá e há dois meses deu-lhe o prémio de dirigir em simultâneo a IURD Angola.

O bispo Edir Macedo está com mais de 70 anos de idade, mas tem controlo material da IURD. O bispo Gonçalves é amigo pessoal e de infância de Edir Macedo.

Os bispos Gonçalves e Carlos Alberto, despacharam de Angola para outros países do mundo todos os bispos e pastores angolanos influentes que faziam sombra e, reclamavam acesso a gestão administrativa e financeira da IURD Angola.

Em lugar destes angolanos, trouxeram os bispos e pastores brasileiros que estavam em Moçambique e ajudaram a vender parte do património da IURD Moçambique.

É o caso do pastor Eduardo Oliveira que veio para Angola para executar o plano. Ele é bom de lábia e acredita-se que conseguirá convencer ministros, deputados, empresários, governadores para compra de templos e terrenos estratégicos.

Tal como em Moçambique, os bispos Gonçalves e Carlos Alberto sabem que em Angola os TRIBUNAIS são lentos a resolver diferendos, caso os membros da IURD, os fiéis, os doares de dízimos e ofertas para construção e doação de templos e terrenos, entendam juntarem-se para fazer queixa contra eles com objectivo de receberem de volta todo o património vendido.

“Vão ser igual ao caso BUILD ANGOLA e BUILD BRASIL, onde angolanos pagaram casas de 300 mil dólares aos brasileiros e estes fugiram e até hoje a JUSTIÇA Angolana não consegue resolver. Os angolanos não vão conseguir reaver os templos em menos de 10 anos”, disse um pastor brasileiro que participou da reunião secreta e alertou aos bispos e pastores angolanos.

Até lá, a IURD Angola sob comando da quadrilha do bispo Gonçalves e Carlos Alberto, ou de outras pessoas, por um lado, terá de aluguer os TEMPLOS para manter o padrão dos seus cultos ou então terá de alugar salas de cinemas para pregar o Evangelho, como era feito anos 1990 quando as igrejas pregavam nos cines, exemplos do Cine Miramar, do Cine Karl Marx, do Cine Ngola, etc.) por falta de estruturas próprias como catedrais ou igrejas pequenas para realização de cultos. Por outro lado, estarão a encher os cofres das próprias empresas.

Muitos estarão lembrados que nos anos 1990 igrejas como a Maná, Universal, Assembleias de Deus (algumas) alugavam salas de cinema para dar cultos por falta de sítios próprios, até que governo fez sair uma lei que impedia as igrejas realizar cultos nos cines, o que levou as igrejas de lá para cá a construírem templos.

O que vai acontecer nas próximas semanas é que os templos da Universal em Angola (Luanda,
Lubango, Benguela, Namibe, Sumbe, Cabinda, Malanje, etc.) estarão todos vendidos.

Vai ser MUITO difícil a recuperação do património comprado com dinheiro doado pelos membros angolanos, na forma de dízimos e de ofertas ao longo de décadas desde os anos 1990.

Juridicamente, a IURD Angola não é uma filial da IURD Brasil porque quando foi legalizada nos anos 1990 a Lei sobre a Liberdade de Religião, Crença e Culto não permitia a legalização de qualquer igreja estrangeira como filial. As igrejas, ainda que com sede noutro país, eram registadas como igrejas exclusivamente angolanas apesar de terem nomes de igrejas existentes noutras partes do mundo.

Daí que a IURD Angola é juridicamente uma igreja angolana, mas por força de entendimentos o Brasil comanda tudo como se fosse uma filial.

Alguns pastores brasileiros que participaram na primeira reunião secreta, e são contra o GOLPE, estão a implorar a bispos e pastores angolanos afastados da gestão administrativa e financeira da IURD Angola, para os angolanos pedirem audiências com a Ministra de Estado Carolina Cerqueira, com o Ministro da Justiça Francisco Queiroz, e no último caso com Presidente João Lourenço.

O objectivo das audiências é tentar impedir a malvadez dos bispos e pastores brasileiros que já montaram um escritório num condomínio de luxo em Talatona, onde fazem demonstração dos templos e terrenos a venda. Os templos da IURD Angola foram construídos por construtoras bem renomadas, Teixeira Duarte, Griner, etc.

Segundo os estatutos da IURD Angola, a venda do património deve ser decidida em Assembleia de Membros, os fiéis, coisa que não foi feita. Nem o presidente-executivo da IURD Angola (não se trata dos bispos Gonçalves e Carlos Alberto, é outra pessoa o bispo Pedro) foi achado nesta decisão, por ser considerado pela quadrilha de bispos e pastores brasileiros como alguém que pode atrapalhar o GOLPE.

C/ LPN

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