Sexta-feira, setembro 25, 2020

Hospitais angolanos sem condições para tratar coronavírus

Notícias de Angola – Hospitais angolanos sem condições para tratar coronavírus

A falta de condições de trabalho nos hospitais  angolanos, como materiais gastáveis, faz com que Angola não esteja em condições para enfrentar uma eventual epidemia do coronavírus, que diariamente mata cidadãos na China.

A constatação foi feita hoje, em Luanda, pelo bastonário da Ordem dos Enfermeiros de Angola, Paulo Luvualo, que acrescentou que a classe receia que o país venha a registar casos do género, devido às poucas condições que reúne.

A nossa preocupação deve-se ao facto de Angola ter fronteiras abertas com outros países e as unidades sanitárias não estarem em condições de enfrentar o novo coronavírus.

“Sabemos que os enfermeiros são quase sempre os primeiros a ser infectados em caso de epidemias, pelo que apelamos a quem de direito no sentido de criar condições para se enfrentar eventuais ocorrências de coronavírus”, disse.

Paulo Luvualo disse que visitou há dias a Pediatria do Hospital de Malanje e constatou a existência de cinco a seis crianças na mesma cama. “Imaginemos que dentro da pediatria haja uma criança com coronavírus, o que vai acontecer com as demais?, questionou-se, acrescentando que enquanto técnico considera que não há condições nos hospitais para fazer face à doença.

Paulo Luvualo fez saber que as entidades do Ministério da Saúde podem alegar reunir condições para enfrentar a doença, mas a realidade nos hospitais é diferente, uma vez que existem poucos materiais como luvas, máscaras e outros meios necessários para enfrentar a doença e se evitar a contaminação. “É só dar uma volta aos hospitais para constatar o número de profissionais que trabalham sem máscaras e luvas”.

Afirmou ainda que a humanização nas unidades sanitárias é preocupante, uma vez que o processo, do ponto de vista da Ordem dos Enfermeiros, não tem correspondido com as expectativas, devido à falta de condições de trabalho.

O bastonário acrescentou que a assistência humanizada implica ter medicamentos, luvas e materiais de biosegurança, de modo que seja prestado um melhor atendimento aos pacientes.

Paulo Luvualo frisou que a humanização dos serviços da saúde não pode se resumir só à exigência dos profissionais em atender os cidadãos de forma carinhosa. “As instituições devem pensar também na humanização dos profissionais de saúde e de enfermagem”, disse.

C/ JA

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