27 de Agosto de 2019 · 2 min de leitura
Programa de privatizações em Angola afeta investimentos portugueses

Programa de privatizações em Angola, lançado pelo PR João Lourenço afeta 195 empresas, algumas com capital português. Caixa Geral de Depósitos, Mota-Engil e Galp são algumas das que detêm participações nas firmas.
Lançado pelo presidente João Lourenço no âmbito da intervenção do Fundo Monetário Internacional em Angola, o ProPriv, programa de privatizações que entre este ano e 2022 pretende vender, total ou parcialmente, o capital de 195 empresas, afeta diretamente vários investimentos portugueses no país.
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De acordo com a edição desta terça-feira do Público (conteúdo exclusivo), Caixa Geral de Depósitos, Mota-Engil e Galp são algumas das empresas portuguesas com participações nas empresas que o estado angolano se prepara para alienar — dessas 195, cerca de 50 pertencem ao universo Sonangol.
São os casos de Caixa Geral Angola, Mota-Engil Angola e Sonangalp — cada uma delas participada respetivamente pelas portuguesas Caixa Geral de Depósitos (51% do capital), Mota-Engil (80%) e Galp (49%).
Questionada pelo jornal sobre o processo de privatização, fonte do banco estatal não esclareceu sobre se terá ou não direito de preferência na compra da posição acionista, respondendo apenas que está “a acompanhar o assunto” e que “mantém um diálogo contínuo com os restantes acionistas do banco e com as autoridades”. Mota-Engil e Galp preferiram não tecer qualquer comentário.


