General Furtado extingue órgãos fantasmas da Casa Militar

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Notícias de Angola – General Furtado extingue órgãos fantasmas da Casa Militar

No seguimento de reformas que tem vindo a realizar a nível da Casa Militar, o ministro de Estado, general Francisco Pereira Furtado pós termo a um grupo de estruturas que foram criadas no passado como fontes de rendimentos extras para favorecer altas patentes da Presidência da República.

De acordo com apurações, foram extintas estruturas como as chamadas brigadas de limpeza, as brigadas de desminagem, empresa de jardinagem, destacamento de obras especiais, Gabinete de Ação psicológica (GAP), e etc.

A iniciativa do ministro, é vista como resultado de um apelo lançado pelo PR João Lourenço, na tomada de posse do governante, em que o desafio a realizar “limpeza de todos os efectivos fantasmas que encontrar nos Órgão de Defesa e Segurança”, que é uma realidade que nas últimas décadas serviram de fonte de enriquecimento para os oficiais deste órgão de auxilio do Chefe de Estado.

Durante varias décadas a Casa Militar acolhia varias estruturas fantasmas que serviam para enriquecimento pessoal de alguns oficiais. Os salários eram pagos a mão, a sombra de uma arvore de um estaleiro do CIF, no quilômetro 28, em Luanda.

Em 2012, o Maka Angola dava conta do Destacamento Central de Protecção e Segurança da Casa Militar da Presidência da República (DCPS), como sendo uma estrutura fantasmas criada em 2004, para garantir a protecção dos projectos de reabilitação de infra-estruturas em todo o país. O portal de Rafael Marques dizia na altura que em Janeiro daquele ano, o chefe da Repartição de Pessoal e Quadros da UGP, coronel Henriques Chilembo Alfredo, explicou à Polícia Judiciária Militar que a UGP não tinha controlo sobre o pessoal afecto ao DCPS da Casa de Segurança.

Na província de Cabinda, havia ou há um chamado “Destacamento da Casa de Segurança” que tinha um financeiro e chefe de pessoal, coronel Domingos Antônio que já fora denunciado como “culpado” pelo atraso dos ordenados dos soldados que eram, na visão dos prejudicados, supostamente descaminhados para financiar o seu clube de futebol “Domante Futebol Clube do Bengo”.

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