Preços dos materiais de construção aumentaram 19,9% em 2021

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Notícias de Angola – Preços dos materiais de construção aumentaram 19,9% em 2021

Entre Dezembro de 2020 e Dezembro de 2021, os preços dos materiais de construção cresceram 19,9%, indicam os dados do Índice de Preços dos Materiais de Construção (IPMC) divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com as contas do Expansão, com base nos dados do INE, durante o período em referência, o indicador aponta uma evolução inflacionista dos preços que saiu de uma base de referência de 136,5 em finais de 2020, para um valor em Dezembro do ano passado acima dos 163,6%.

O INE indica, no seu relatório sobre o mercado da construção civil, que as vendas dos materiais de construção, em Angola, no mês de Dezembro registaram um aumento de 1,9%, face ao mês anterior.

Em termos homólogos, entre os grupos de materiais de construção, o de madeiras e contraplacados foi o que registou maior aumento nos preços com 28,5%, seguido pelas vigas, vigotas e ripas com 26,7%, outros produtos sintéticos com 26,4%, alumínios com 26,0% e aço e produtos sintéticos com 25,4% cada, entre os principais.

Quanto à contribuição para o índice, os grupos de materiais que mais contribuíram na variação do IPMC do mês de Dezembro são: aço e cimentos e aglomerantes com 0,6 pontos percentuais (pp), betão pronto com 0,3 pp, alumínio com 0,2 pp e tubagem e acessórios de plástico com 0,1 pp e os demais grupos observaram contribuições inferiores a 0,1pp.

Por sua vez, as empresas de materiais de construção indicam que o relativo aumento da procura que se regista no mercado está na base da marcha inflacionista dos materiais de construção o que tem vindo a provocar uma ligeira escassez destes produtos no mercado.

A implementação do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) animou o sector da construção e já se nota uma ligeira aceleração. Os operadores, embora cépticos, antecipam dias de recuperação da conjuntura económica, embora persistam as questões da falta de encomendas ou carteiras de obras devido à reduzida despesa pública.

No entanto, a paralisação de muitas empreitadas fez disparar o desemprego no País, tendo em que antes da crise de 2014, o sector da construção, em Angola era o que mais empregava e tinha o maior número de empresas a operar no mercado nacional.

Na avaliação da Associação dos Empreiteiros da Construção Civil e Obras Públicas de Angola (AECCOPA) há um desequilíbrio no mercado e há cada vez menos fornecedores de materiais de construção e os poucos que ainda sobrevivem, estão a aproveitar o momento para aumentar os preços, pressionados também, com a desvalorização cambial e o aumento das exportações para os países africanos.

Os aumentos registados, de acordo com a AECCOPA, reflectem a falta de controlo do mercado dos materiais de construção desde o início da crise financeira em Angola. A AECCOPA e a Associação das Indústrias de Materiais de Construção de Angola (AIMCA) avançam que muitas fábricas fecharam, outras conseguiram aguentar-se, mas estão cada vez mais fragilizadas por causa do abrandamento do sector da construção.

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