Quarta-feira, setembro 30, 2020

CEDEAO pede anulação da dívida pública africana

África – CEDEAO pede anulação da dívida pública africana

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) defendeu hoje a anulação da dívida pública e a restruturação da dívida privada dos países africanos para atenuar os impactos económicos da pandemia da COVID-19.

Segundo agências de notícias, os chefes de Estado da CEDEAO decidiram apoiar a iniciativa da União Africana de negociação com os parceiros para a anulação da dívida publica africana e uma reestruturação da dívida privada dos países africanos.

Num comunicado, os chefes de Estado apresentam um conjunto de medidas que integra um pacote global de propostas para estabilizar e relançar a economia da região, que de acordo com as projecções passou de uma previsão de crescimento inicial de 3,3% para 2%, se a pandemia da COVID-19 terminar em Junho.

A conferência de chefes de Estado sublinhou a urgência de apoiar a produção local de produtos agrícolas, para reduzir a fatura da importação de bens, e apelou aos países para “evitarem impor restrições às importações” provenientes de outros países da comunidade, nomeadamente de bens de primeira necessidade como medicamentos ou produtos alimentares.

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África indica quatro representantes para solicitação de apoios financeiros

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, enquanto presidente da União Africana (UA), informou ontem que nomeou quatro representantes especiais para solicitar apoios financeiros para África.

Os representantes têm a missão de mobilizar fundos para ajudar o continente na estratégia de conter a disseminação da COVID-19.

Trata-se do nigeriano Ngozi Okonjo-Iweala, o ruandês Donald Kaberuka, o senegalês Tidjane Thiam e o sul-africano Trevor Manuel.

Os fundos que venham a ser mobilizados pelos representantes do continente servirão para apoiar a estratégia conjunta para combater o novo coronavírus, referiu o presidente da UA.

Cyril Ramaphosa sugere que a ajuda possa incluir pagamentos diferidos, suspensão imediata dos juros da dívida externa pública e privada. “Apenas assim, poderá haver espaço fiscal para medidas de resposta contra a COVID-19” enfatizou em teleconferência.

“Em nossas interacções com os parceiros internacionais, pedimos veementemente o levantamento imediato de todas as sanções económicas impostas ao Zimbabwe e ao Sudão para permitir que respondam adequadamente o impacto da pandemia e salvem vidas”, mencionou Ramaphosa.

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