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18 de Junho de 2019 · 3 min de leitura

Dirigente do MPLA pede para sair do Bureau Político

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O Informativo Angolano soube que, João de Almeida Azevedo Martins “Jú”, reiterou ao líder do MPLA, João Manuel Gonçalves Lourenço a manifestação, de sair do cargo de secretário para a Reforma do Estado, Administração Pública e Autarquias, invocado razões de saúde que o levam a deslocar-se com frequência a Portugal, para tratamento.

Dirigente do MPLA pede para sair do Bureau Político

A manifestação de saída, vem sendo assinalada desde 2014, mas na altura o então Presidente José Eduardo Santos recusado o seu pedido de deixar o Secretariado do PB do partido.

Antes do congresso de 2016, voltou a formular o mesmo pedido e fora novamente persuadido a ficar, tanto pelo então líder do partido, José Eduardo dos Santos e por conseguinte o seu então “vice”, a pretexto de que deveria acompanhar o processo de transição e por conseguinte as autarquias.

“Como estávamos em preparação do VI Congresso Ordinário do MPLA e como eu havia manifestado o interesse e sair dos cargos que ocupava, solicitei ao então Presidente do Partido uma audiência, no sentido de expor vis a vis, as minhas razões.”, explicou o dirigente por intermédio de um direito de resposta, ao portal Maka Angola.

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Conforme explica “Concedida a audiência, em pleno Congresso, e tendo-me sido reiterada a confiança política, e orientado que me devia focar na concepção e implementação dos documentos estratégicos para assegurar a vitória no desafio eleitoral imediato, fi-lo com entrega e devoção.”

Contudo, seria na véspera do 7.º Congresso Extraordinário que o novo líder João Lourenço reconsideraria a sua vontade de se afastar do secretariado executivo do Bureau Político, ficando apenas como membro deste organismo mas sem funções executivas.

Desde 1985, a trabalhar na sede do MPLA, “Jú” Martins começou no então departamento dos órgãos estatais do partido, para seis anos depois se tornar assistente do departamento de análises e estudos políticos do partido. Sairia deste gabinete, para se tornar membro do então conselho nacional eleitoral, que preparou as primeiras eleições gerais em Angola.

Ao mesmo tempo é colocado como “número dois” do então novel gabinete de estudos e pesquisas e análise do Presidente da República, que tinha como director, Manuel Vieira Dias “Kopelipa”. Martins regressaria ao partido em 1993, para se ocupar da direção de estudos e análises do comité central, até ser elevado a secretário para os assuntos políticos.

Apesar de nunca ter exercido funções a nível do aparelho governamental, foi por várias vezes visto como o ideólogo do MPLA, que operava como uma espécie de “Vice Presidente sombra”. Daí que o apelidam como o “pequeno Lúcio Lara”. Nas questões partidárias a sua visão era sempre levada em conta por JES, que não tomava decisão a nível do partido sem consulta-lo.

Fonte: Club-K

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