Vinicius Júnior intimidado por programa de TV para não publicar vídeo contra o racismo | Informativo Angolano

Atualidade – Vinicius Júnior intimidado por programa de TV para não publicar vídeo contra o racismo

O atacante Vinicius Júnior foi intimidado pela equipe do programa televisivo “El Chiringuito de Jugones” para não publicar em suas redes sociais o vídeo em que se manifesta contra o racismo sofrido durante a transmissão. As informações foram divulgadas pelo jornalista espanhol Iñaki Angulo, e confirmada pela reportagem da “ESPN”.

O presidente da Associação Espanhola de Agentes de Futebol, Pedro Bravo, afirmou que o jogador do Real Madrid deveria parar de “fazer macaquices” na comemoração de seus gols. Além disso, foi xenofóbico ao dizer que Vinicius Jr. “deveria ir para o Brasil sambar no sambódromo”.

O jogador recebeu apoio de diversos jogadores e treinadores, e decidiu compartilhar um vídeo sobre os preconceitos sofridos. O programa de TV, no entanto, tentou evitar que a gravação fosse divulgada nas redes sociais.

Segundo o jornalista, a intimidação se deu através de ligações e mensagens dos integrantes do programa aos membros do estafe do brasileiro em Madrid, alegando que o público poderia entender que o programa é racista e isso os prejudicaria. Uma das mensagens, inclusive, continha o texto “se publicar o vídeo, vamos te destruir”.

No entendimento da equipe de Vinicius Júnior, resultado evidente da intimidação que houve nos momentos anteriores à publicação do vídeo do jogador.

No entanto, o programa de TV se posicionou rapidamente após as informações serem divulgadas pela imprensa e disse não ser verdade. “É mentira que ameaçamos Vinicius. Estamos preparando uma queixa-crime contra aquele que nos chamou de mafiosos”.

Apesar de toda a repercussão negativa, o “El Chiringuito” publicou uma desculpa nas redes sociais com a fala de Josep Pedrerol, apresentador e comandante do programa, porém afirmou que “hacer de mono” (fazer macaquice, no português) não é racista na Espanha, e reitera que o programa em si não é racista.

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