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24 de Julho de 2019 · 3 min de leitura

Cientistas chineses testam vacina contra a sida em seres humanos

Investigadores com equipamento de protecção num laboratório
Investigação em laboratório. Fotografia ilustrativa; não mostra o ensaio, teste ou tratamento descrito na notícia.
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Arquivo. Publicado originalmente em 24/07/2019. Tenha em conta esta data ao ler referências a cargos, valores e acontecimentos.

Um grupo de cientistas chineses vai testar uma vacina “duradoura” contra o vírus da sida, em 160 voluntários, na primeira vez que uma vacina contra SidaVa deste género atinge a segunda fase de testes, segundo a imprensa local.

A vacina, designada ADN / rTV, consiste no replicar do ADN de uma parte do vírus, para estimular uma “imunização efetiva” contra este, explicou Shao Yiming, um dos pesquisadores do Centro Chinês para Controle e Prevenção de Doenças, citado pelo jornal oficial em língua inglesa China Daily.

Segundo o responsável pelos testes, trata-se da primeira vez que uma vacina para combater a sida é experimentada em seres humanos.

“Com uma redução significativa na virulência, a vacina não causará infeção em receptores saudáveis”, explicou o cientista.

A vacina não contém todos os segmentos do vírus, mas apenas algumas partes do seu material genético, para que as possibilidades de infeção sejam reduzidas consideravelmente.

O ADN do vírus continuará a replicar-se após a injeção, estimulando constantemente o sistema imunológico a produzir anticorpos, um processo semelhante às vacinas para outras doenças.

A maioria das vacinas contra o vírus da sida na China, e no resto do mundo, são do tipo “inativo”: não contêm partes do ADN do vírus que podem ser replicadas, e, portanto, os seus efeitos no sistema imunológico são menores com o tempo.

A primeira fase de testes, iniciada em 2007, provou a “segurança” desta vacina, e a segunda fase servirá para “determinar o procedimento de vacinação” a ser seguido no futuro, descreveu Shao.

“A segunda fase dos testes clínicos vai ser concluída no primeiro semestre de 2021, e a terceira fase pode começar no final daquele ano e incluirá milhares de voluntários para testar a eficácia da vacina”, acrescentou.

O grupo de pesquisa já recrutou mais de 130 voluntários, e os primeiros preparativos já estão em andamento em dois hospitais chineses, um em Pequim e outro em Hangzhou, na costa leste da China.

Segundo a Comissão Nacional de Saúde, o número total de infetados no país ascendia a cerca de 1,25 milhão de pessoas. Em média, todos os anos a China regista cerca de 80 mil novos casos de infeção.

Encarada outrora na China como uma “doença de estrangeiros”, fruto de “um estilo de vida capitalista e decadente”, a sida fez a primeira vítima no país em 1985.

 

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