Denúncia de milhões de dólares desviados por Álvaro Sobrinho em Angola “engavetados?”

Notícias de Angola – Denúncia de milhões de dólares desviados por Álvaro Sobrinho em Angola “engavetados?”

Álvaro Sobrinho, antigo director do Banco Espírito Santo Angola (BESA), apresentou junto da Procuradoria-Geral da República em Luanda uma queixa-crime contra Adalberto da Costa Júnior, actual presidente da Unita, visto como a “menina dos olhos” da oposição.

Passados quase 90 dias, o caso parece ‘engavetado’. As chamadas dos antigos ‘barões da corrupção’ são selectivas. Alguns chefões que andaram a roubar os milhões dos angolanos continuam a disfrutar de vinhos que custam milhões de kwanzas, viagens em privados e andam em viaturas de alta cilindragem.

Estão todos identificados e, tal qual o Na Mira do Crime levanta este caso para ‘refrescar’ a memória de quem vela pela justiça, vamos trazer à baila o nome de outras personalidades supostamente envolvidas no roubo do dinheiro de todos os angolanos. Dinheiro que faz com que o povo viva de joelhos, mendigando um saco de arroz aos enriquecidos.

Sobrinho acusa o presidente do maior partido da oposição de crimes de difamação, calúnia e injúrias.
O queixoso, que é apontado como o principal elemento que levou a falência do BES Angola, de acordo com ex-accionistas, acusou Adalberto de ter feito falsas declarações, no dia 5 de Setembro, do ano em curso, no programa “Repensar Angola” difundido na plataforma YouTube, nomeadamente ao “contar uma história sobre a existência de mais de mil milhões de Dólares de fundos, desviados do erário público em Angola, existentes nos paraísos fiscais das ilhas Maurícias e Seychelles” dos quais “70% a 80% eram pertença de Sobrinho, Director do BESA”.

Na sua nota, Álvaro Sobrinho aponta também que “o deputado afirma ter dado conhecimento disso a Isaías Ngola Samakuva, que terá contactado os primeiros-ministros dos mencionados países. A isto acrescia que os governos destes países teriam tentado devolver o dinheiro à República de Angola cujo governo não tinha demonstrado interesse em recuperá-lo”, o queixoso acrescentando ainda que “o participado disse ter um dossier, fruto das suas investigações, que comprova as suas declarações e que tentou usar essa informação na Assembleia Nacional, onde disse ter requerido uma Comissão de Inquérito.”

Ao refutar os factos enunciados por Adalberto da Costa Júnior, o queixoso refere que “não tem e nunca teve 700 ou 800 milhões de Dólares nas ilhas Maurícias. Nas ilhas Seychelles o seu investimento é igual a zero e nas Maurícias não ultrapassa os 20 milhões de Dólares” e que em todas as circunstâncias “nunca houve nenhum montante/fundos provenientes, directa ou indirectamente, do erário público”.

O antigo director do BESA refere ainda na queixa-crime transmitida à PGR que “ao referir-se a Álvaro Sobrinho, conotado com a corrupção (…) e ao inventarem factos sobre fundos desviados do erário público e depositados em paraísos fiscais, é evidente o mal causado e a intenção dolosa de ofender o visado no âmago do seu bom nome e reputação”.

Reagindo por seu turno a esta queixa-crime, o visado expressou estranheza perante esta iniciativa, argumentando ter feito no passado várias denúncias em nome do seu partido em torno dos litígios que marcaram a falência em 2014 do BESA então dirigido por Álvaro Sobrinho.

Por: Osvaldo De Nascimento/ O CRIME

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