Académicos aplaudem a decisão da anulação do concurso ganho pela Telstar

Notícias de Angola -Académicos aplaudem a decisão da anulação do concurso ganho pela Telstar

O Informativo Angolano soube que, o director do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, Alves da Rocha, considerou ontem correcta a decisão do Presidente da Republica, João Lourenço, em ter anulado o resultado do concurso público para a quarta operadora de telefonia móvel no país.

Académicos aplaudem a decisão da anulação do concurso ganho pela Telstar – Alves Da Rocha

Alves da Rocha disse que a anulação do concurso dará mais oportunidade de outras empresas do sector com maior capacidade e credibilidade no mercado interno e externo concorrerem.

Em declarações ao JA, o docente sublinhou que, embora desconheça o processo e não ter acompanhado o concurso, a atribuição da rede móvel de telefonia foi dada a uma empresa que não apresenta melhores condições para exercer a actividade.

O economista disse “não entender como a Telstar conseguiu ser integrada na lista de empresas que concorreram para a atribuição de uma rede de telefonia móvel”. Alves da Rocha afirmou esperar que, com esta decisão, as empresas com maior credibilidade possam concorrer, “porque só assim teremos mais um operador de telefonia móvel em benefício dos utilizadores”.

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O também docente universitário Víctor Hugo de Morais elogiou, igualmente, a decisão do Presidente da República de anular o concurso. Para o docente, a Telstar não oferece credibilidade e muito menos trará inovações ao mercado das telecomunicações. Víctor de Morais aconselhou o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação a colocar o lugar à disposição, “porque não houve transparência no processo”.

Para o docente, isso, por si só, demonstra que “houve irregularidades”.

O professor exigiu ainda que o ministro José Carvalho da Rocha esclareça o público e as entidades afectadas sobre como a Telstar venceu o concurso e as outras empresas concorrentes, com maior capacidade financeira e condições de trabalho, retiraram-se do caderno de encargo.

O economista e consultor Lopes Paulo lamentou o facto de o resultado do concurso público ter manchado a imagem do país no exterior.

C/ JA

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