Ministro busca financiamento no Dubai para a construção do bairro dos ministérios

Notícias de Angola – Ministro busca financiamento no Dubai para a construção do bairro dos ministérios

A construção do bairro dos Ministérios é um megalômano projeto imobiliário que o Sr. Manuel Tavares de Almeida prometeu não envolver o Estado em quaisquer custos.  Fonte conhecedora do assunto garantiu ao Correio Angolense que o peditório do ministro não comoveu os investidores com que se reuniu.

Segundo essa fonte, enquanto Manuel Tavares de Almeida perorava, muitos dos seus interlocutores prestavam mais atenção aos seus luxuosos telefones

No princípio do mês de outubro, o ministro da Construção e Obras Públicas solicitou e lhe foi concedida autorização para deslocar-se ao Dubai com o suposto propósito de participar no Congresso Mundial de Estradas.

Naquele evento ele deveria falar sobre “Investimento em infraestruturas rodoviárias em Angola”.

Mas além de uma fugaz aparição na abertura do congresso, onde, segundo fonte conhecedora do assunto não disse coisa com coisa, Manuel Tavares de Almeida dedicou a maior parte do tempo em que esteve nos Emirados Árabes Unidos a contatos com empresários locais a quem implorou dinheiro para a construção da sua maior obsessão, o Bairro dos Ministérios.

Mais uma vez o ministro deixou patente que  não é o deplorável estado da maior parte da nossa malha rodoviária que tira o sono a Manuel Tavares de Almeida; ele dorme e acorda com a obsessão de construir o bairro dos Ministérios.

Se ele tivesse a mais leve preocupação com as estradas do país não teria impingido ao Presidente da República aquele embuste sobre o troço rodoviário que liga Malange a Saurimo.

Ora, a sua ida ao Dubai para se pôr de cócoras perante potenciais interessados já implicou gastos públicos.

Além das ajudas de custo, o ministro e o chefe do seu gabinete oneraram os gastos porque viajaram em primeira classe enquanto o secretário de Estado foi empurrado para a classe econômica.

Há uma realidade que Manuel Tavares de Almeida (obviamente) ignora ou menospreza: o mundo em que hoje vivemos é uma aldeia global.

Ora, nessa aldeia global, os investidores para quem se dirigiu de balaio estendido também sabem que as prioridades de Angola hoje não deveriam passar pela construção de megalômanos projetos imobiliários apenas para amaciar os egos de alguns sujeitos e engordar-lhes as contas bancárias.

O mundo sabe que Angola e os angolanos precisam primeiro de escolas, hospitais, água potável, energia eléctrica, enfim, precisam do elementar para viverem com um mínimo de dignidade, coisa que está longe de acontecer nos dias de hoje.

Por isso mesmo, a ida ao Dubai para pedir dinheiro foi um desperdício de dinheiro e de tempo.

C/ Correio Angolense

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