Banco de Zenu e Jean Claude em risco de fecho

Banco de Zenu e Jean Claude em risco de fecho

Notícias de Angola – Banco de Zenu e Jean Claude em risco de fecho

O Informativo Angolano soube que, o auditor independente às contas de 2018, a Deloitte, coloca dúvidas sobre a continuidade das operações do banco. A solução pode passar pela saída do suiço-angolano da estrutura accionista, negócio que até já está acordado, com os 80,20% do capital a passarem para as mãos de um grupo nacional.

Banco de Zenu e Jean Claude em risco de fecho
Banco de Zenu e Jean Claude em risco de fecho

A fuga de quase 50% dos depósitos em 2018 e a falta de ‘compliance’ de acordo com os padrões do Banco Nacional de Angola (BNA) levaram o auditor independente, a Deloitte, a duvidar sobre a continuidade do negócio do Banco Kwanza Investimento (BKI), de acordo com o relatório e contas 2018 da instituição bancária cujo maior accionista é o suíço-angolano Jean-Claude Bastos de Morais.

A solução para a continuidade das operações passa pela venda dos 80,20% de capital que está em posse de Bastos de Morais, venda que até já está acordada, apurou o Expansão.

O banco do patrão da Quantum Global a quem o ex-presidente do Fundo Soberano de Angola (FSDEA), Filomeno dos Santos (antigo accionista deste banco) tinha confiado grande parte da gestão dos investimentos do FSDEA, está obrigado a apresentar ao BNA um plano de acção que tem como objectivo corrigir insuficiências ao nível da governação e de compliance detectadas pelo banco central no âmbito de inspecções realizadas já este ano.

São quatro as insuficiências apontadas pelo BNA: (I) o sistema de controlo interno para combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo; (II) o modelo de governação do banco, incluindo a composição dos órgãos sociais; (III) a implementação das funções de gestão de risco e de auditoria interna; (IV) a definição de um plano para a continuidade do negócio e de contingência de liquidez em caso de continuação da tendência de decréscimo dos depósitos de clientes.

Já em 2015 o BNA obrigou o banco a apresentar um plano de reestruturação que visava a revisão do “seu modelo de governação corporativa”, a definição de um plano de negócios de forma a permitir-lhe desenvolver a actividade numa óptica de longo prazo e também a dotação com os fundos próprios regulamentares em vigor (na altura).

C/ Expansão

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