Acionistas da Unitel estão dispostos a vender participações

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Notícias de Angola – Acionistas da Unitel estão dispostos a vender participações, diz Financial Times

De acordo com especialistas, a Unitel está avaliada em dois mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros). No ano passado, a empresa contou com 10,4 milhões de assinantes e com receitas de 958 milhões de dólares (845 milhões de euros) de lucro.

Os principais acionistas da operadora móvel Unitel, de Angola, afirmaram estar dispostos a vender participações na empresa, anunciou o ‘Financial Times’. Esta alteração iria provocar uma abertura na economia angolana, uma das mais importantes de África, atendendo a que há interessados como a MTN da África do Sul, a Orange francesa e a Vodafone do Reino Unido que já manifestaram a vários órgãos noticiosos os seus interesses em expandir o negócio para Angola.

A Unitel tem mantido o universo acionista circunscrito aos grupos angolanos historicamente relacionados com a petrolífera Sonangol, operadora estatal de petróleo e gás de Angola, que já prometeu alienar ativos não essenciais.

João Lourenço, que se tornou presidente de Angola em setembro de 2017, prometeu revitalizar o crescimento e aumentar o investimento estrangeiro no segundo maior produtor de petróleo da África, revertendo então a situação política associada a José Eduardo dos Santos, que governou o país por 38 anos.

Isabel dos Santos detém mais de um quarto da Unitel e faz parte do conselho da empresa. A mulher mais rica de Angola revelou ao ‘Financial Times’ que está disposta a ver a empresa numa lista “para atrair investimento global”.

De acordo com especialistas, a Unitel está avaliada em dois mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros). No ano passado, a empresa contou com 10,4 milhões de assinantes e com receitas de 958 milhões de dólares (845 milhões de euros) de lucro.

Outra participação de 25% na empresa é detida por Leopoldino do Nascimento, um conhecido general e empresário. Trata-se do antigo chefe do serviço de segurança do Presidente da República, quando José Eduardo dos Santos ainda governava Angola.

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Os especialistas do setor das telecomunicações dizem que por causa das reformas estruturais do governo, um dos quatro acionistas da Unitel pode vender a sua participação. A brasileira ‘Oi’ possui 25% da Unitel, mas como a reestruturação da empresa está a ser supervisionada pelo tribunal, os especialistas dizem que esta pode estar interessada em levantar o dinheiro investido na telecom angolana.

“Quando estas questões legais forem resolvidas, acredito que a Unitel seria a candidata certa para uma listagem numa bolsa de valores internacional”, disse Isabel dos Santos. A filha de José Eduardo dos Santos disse ainda ao ‘FT’ que os mercados de capitais locais não tinham profundidade para absorver uma flutuação na bolsa angolana.

O grupo de comunicações controla cerca de 90% do mercado móvel de Angola e usa um modelo pré-pago que o protege de contas não pagas. No entanto, a empresária sublinhou que as margens caíram substancialmente como resultado de uma desvalorização do kwanza no ano passado e da prolongada recessão de Angola.

João Miguel Brandão, advogado, mostrou-se cético em relação a uma venda da empresa. “Eu não acho que a Sonangol vai vender sua participação porque a Unitel é uma cash cow“, disse.

Fonte: Jornal Economico

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